Um polícia, um telefone, um computador, uma chamada de emergência. É tudo o que o dinamarquês Gustav Moller precisa, no seu primeiro filme (que também escreveu, com Emil Nygaard Albertsen), para nos manter pendurados em suspense durante hora e meia (O Culpado é um dos candidatos ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro). Asger (magnífico Jakob Cedergren) é um polícia de piquete no turno da noite, no equivalente dinamarquês do nosso 112, e recebe uma chamada de uma mulher, Iben, que foi raptada. Aos poucos, Asger, que está confinado à sua sala, vai-se apercebendo dos contornos do caso, e tenta fazer o possível e o impossível para salvar Iben. Moller tira o máximo de efeito emocional e psicológico do mínimo de elementos, neste filme tensíssimo, controladíssimo, que evoca o inglês Locke, de Steven Knight, e tem uma reviravolta de abrir a boca.
Por Eurico de Barros