O Beijo
Rolf Konow | O Beijo

Crítica

O Beijo

3/5 estrelas
O realizador dinamarquês Bille August dá-nos um filme reconfortantemente anacrónico.
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A Time Out diz

Drama romântico assinado por Bille August, passado na Dinamarca, poucos meses antes do início da I Guerra Mundial. Anton, um jovem pobre e consciencioso que tem como principal prioridade acabar a instrução como oficial de Cavalaria, auxilia um rico barão local que teve um problema com o carro, durante um treino com o seu pelotão. Este convida-o para um baile no seu castelo e aí Anton conhece Edith, a bela filha do aristocrata, que está confinada a uma cadeira de rodas após ter sofrido um acidente de equitação quando era pequena. Adaptando um romance de Stefan Zweig, e apoiando-se em excelentes interpretações de Esben Smed (Anton) e Clara Rosager (Edith), August, o realizador de Pelle, o Conquistador, A Casa dos Espíritos e As Melhores Intenções, dá-nos um filme reconfortantemente anacrónico, cujo recorte romanesco, dilemas íntimos e convulsões sentimentais, aliadas à recriação de uma época e do seu quadro mental, vivências próprias e preconceitos específicos, e que o realizador mostra sem nunca os ajuizar, são as suas melhores recomendações.

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