Um refugiado sírio que tenta entrar na Hungria com o pai e mais um grupo é interceptado e alvejado por um polícia. Em vez de morrer, Aryan, assim se chama ele, adquire o poder de voar e é recolhido por um médico inescrupuloso, que o quer usar para ganhar dinheiro, fazendo-o passar por anjo milagreiro. Assinado pelo húngaro Kornél Mundruczó, autor do curioso Deus Branco (2014), A Lua de Júpiter é uma tentativa de fazer realismo mágico num quadro de denúncia política e social (o tratamento dos refugiados na Hungria e as redes de corrupção em seu redor), com acompanhamento de thriller. Só que o filme é inverosímil, errático, repetitivo e muito prolixo, usando e abusando das metáforas e do simbolismo de meter pelos olhos dentro, arrastando-se por mais de duas horas até um final pseudomístico risível.
Por Eurico de Barros