Percebeu que gostava de escrever sobre comida quando, por um acaso do destino, se viu a descrever minuciosamente, para um romance histórico, o sumptuoso banquete que um dia Napoleão comera. A partir daí, o mundo da gastronomia abriu-se sem preconceitos, devorando e descrevendo assados, guisados, estufados e ensopados; enumerando queijos; provando cegamente vinhos, azeites e especiarias; cozinhando em hotéis para desconhecidos; orientando palestras em feiras gastronómicas sobre tascas e restaurantes fine dining e comendo como um abade (o de Priscos, claro, seu conterrâneo). Há dez anos que escreve sobre comida, restaurantes (e outras coisas) na Time Out. Primeiro na revista de Lisboa, como editora de Comer & Beber e, desde 2017, na revista do Porto. É directora adjunta desde 2019.

Mariana Morais Pinheiro

Mariana Morais Pinheiro

Directora Adjunta, Porto

Articles (212)

As melhores coisas para fazer no Porto este fim-de-semana

As melhores coisas para fazer no Porto este fim-de-semana

Por entre as ruas estreitas e as casas coloridas, nos miradouros com vistas de cortar a respiração, nas galerias cheias de arte antiga e contemporânea, nas lojas para todos os gostos e carteiras, nos jardins e museus, ou nos restaurantes com comida tradicional ou do mundo – junto ao mar, à beira-rio ou no coração da Invicta –, há sempre muito para ver, fazer, comprar e provar no Porto, uma cidade ecléctica que consegue sempre surpreender. Nesta lista reunimos nove sugestões para que possa aproveitar os dias mais esperados da semana da melhor forma. Recomendado: As melhores coisas para fazer no Porto em Abril 
The 20 most underrated European destinations you should visit in 2025

The 20 most underrated European destinations you should visit in 2025

You’ve done the classics: the capital cities, the TikTok viral spots, the cities with their own Netflix show. And don’t get us wrong, we love the classics for a reason. But there’s a downside to these big, bustling, bucket-list-worthy travel destinations. If you’ve ever queued an hour for a pastry, spent your day’s budget on a coffee or had to book a museum three months in advance, you’ll know it as well as us: it’s the crowds.  And following a year of demonstrations and anti-tourism measures in European hotspots about overtourism, there’s never been a better time to think outside the box for your travels – especially when so many incredible European spots are getting overlooked. And hey, we’re not gatekeepers here, so we regularly update this list with places we think are being criminally overlooked, from culture-packed city breaks to under-the-radar national parks. So if you’re travelling on a budget, searching for quiet or just desperate to try somewhere new, these are the most underrated places to visit in Europe right now, according to Time Out experts.  RECOMMENDED:🏰 The best city breaks in Europe📍 The most beautiful places in Europe Ella Doyle and Grace Beard are Time Out’s travel editors. At Time Out, all of our travel guides are written by local writers who know their cities inside out. For more about how we curate, see our editorial guidelines. This guide includes affiliate links, which have no influence on our editorial content. For more information, see our aff
As melhores coisas para fazer no Porto esta semana

As melhores coisas para fazer no Porto esta semana

Está a precisar de sair de casa durante umas horas e espairecer? Então preste atenção a esta lista com as melhores coisas para fazer no Porto esta semana. Quer seja antes ou depois do trabalho, durante a semana ou nos dias de descanso, há concertos, exposições e performances em vários locais da cidade. Escolha a programação ao seu gosto e vá dar um passeio pelas bonitas ruas do Porto. Para aproveitar bem o dia, sente-se à mesa num dos melhores restaurantes de comida tradicional. Mas se a cozinha portuguesa não for a sua praia, aposte, então, num dos dez novos restaurantes que há pela cidade. Recomendado: 45 coisas incríveis para fazer no Porto
19 coisas para fazer no Porto na Primavera

19 coisas para fazer no Porto na Primavera

A estação mais amena do ano chegou. E com ela chegaram também os dias mais longos, com mais horas de sol. À medida que os dias crescem, aumenta também a nossa vontade de aproveitar o Porto fora de portas. Preparámos-lhe uma lista para que possa sacudir o pó (depois do longo Inverno), com sítios onde se encher de vitamina D. E temos de tudo um pouco: dos parques e jardins onde passear a sítios onde beber um copo ao fim do dia, locais onde fazer exercício, mercados recheados, restaurantes para se deliciar, brunches com abundância e, claro, bares para terminar a noite da melhor forma. Bom proveito. Recomendado: As melhores coisas grátis para fazer no Porto
Os melhores restaurantes asiáticos no Porto

Os melhores restaurantes asiáticos no Porto

Há muito que a gastronomia asiática se instalou na cidade, mas desengane-se quem pensa que esta se resume a sushi e a sashimi. Do ramen ao okonomiyaki, duas especialidades japonesas, passando pelo o caril e pelas chamuças indianas, picantes q.b., até à comida típica da China ou de Taiwan, aqui tem uma lista com os melhores restaurantes asiáticos no Porto, onde vai encontrar estes pratos e muitos outros. Agora que já sabe onde moram, aperte o cinto e viaje até outras latitudes. Bom apetite. Recomendado: As melhores mercearias e supermercados do mundo no Porto
Entre e desfrute: estas são as melhores livrarias do Porto

Entre e desfrute: estas são as melhores livrarias do Porto

"Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria". A frase é de Jorge Luís Borges, poeta e escritor argentino, autor de obras como A Biblioteca de Babel ou O Jardim de Veredas que se Bifurcam. Como queremos a sua felicidade, fizemos-lhe uma lista com as melhores livrarias e alfarrabistas no Porto, para que se sinta como se estivesse no Éden. Por aqui vai encontrar raridades, publicações especializadas, romances de todos os tipos e ainda muitos livros, repletos de bonitas ilustrações, para leitores de palmo e meio. Nunca mais vai poder dizer que não sabe o que fazer, mas com tanta recomendação o problema é saber por onde começar. Boas leituras! Recomendado: Descubra estas quatro livrarias infantis no Porto  
Os 55 melhores restaurantes do Porto

Os 55 melhores restaurantes do Porto

O Porto é uma cidade que se reúne em torno da mesa, onde toda meia dose dá para dois e ninguém nunca se levanta até a última migalha ser vertida. A cozinha da cidade é um reflexo da sua gente: frontal e afectiva; sem afectações, mas exigente. Entre tripas e francesinhas, os portuenses tendem a discutir (às vezes alto!) sobre o que acreditam ser melhor e pior, mas conseguem acabar sempre a brindar como amigos a empunhar finos nas mãos. Nos últimos anos, a cena gastronómica tem-se transformado rapidamente, como reflexo de uma cidade cada vez mais aberta ao mundo – e que conquista mais e mais turistas a cada Verão. De restaurantes de cozinhas internacionais a bares de vinhos modernos, de muitas casas tradicionais a chefs que querem mostrar que é possível elevar a gastronomia local a novos patamares, o Porto tem a mesa posta. É puxar uma cadeira e sentar-se num destes restaurantes.  Recomendado: Quem é quem? Os espaços e os restaurantes que vai encontrar no Time Out Market Porto
The 30 best restaurants in Porto for 2025

The 30 best restaurants in Porto for 2025

Porto is a city that comes together around the table, and the city’s cuisine reflects its people: honest and heartfelt; unpretentious but demanding of quality. Between debates over cachorrinhos and francesinhas, locals often debate the city’s best spots - but they always end up toasting together as friends, glasses of finos in hand. In recent years, the gastronomic scene has evolved rapidly, mirroring a city that is increasingly open to the world – and attracting more and more visitors each summer. From traditional restaurants serving up Portuguese classics (octopus and rice, baked salt cold, meaty stews and more) to all-new wine bars and intricate tasting menus, Porto has something for every kind of diner. Read on for the best restaurants in Porto right now.  Who makes the cut? Every time we update our list of the best restaurants in Porto, thats because the Time Out Porto team have found enough brilliant new food spots in the city to shout about. Our editors are out experiencing the city all day every day – so if it’s on here, know that we’ve gone there and tried it out first. To top it all off, you can now find many of their favourites at Time Out Market Porto.  RECOMMENDED:📍 The best things to do in Porto 🍻 The best bars in Porto🏖️ The best beaches in Porto🏨 The best hotels in Porto Raphael Tonon is a food writer on the Time Out Porto editorial team. At Time Out, all of our travel guides are written by local writers who know their cities inside out. For more about
Os melhores brunches no Porto e arredores

Os melhores brunches no Porto e arredores

O Porto é conhecido pela boa comida, mas não se deixa ficar apenas pelos pratos tradicionais. Também somos mestres na arte de dominar ovos, panquecas, tostas e bebidas de café. E tudo isto está incluído nesta lista com os melhores brunches no Porto e arredores. Seja num mercado de frescos ou numa guest house, durante a semana ou nos dias de descanso, há duas coisas que estão garantidas: mesas fartas e comida boa e muito fotogénica. Se nunca sabe onde ir, aqui vai encontrar as respostas. De nada. Recomendado: Os melhores sítios para beber café de especialidade no Porto
The world’s 20 best cities for food right now

The world’s 20 best cities for food right now

In January, we published our annual ranking of the world’s best cities. To create the list, we quizzed city-dwellers on everything from happiness and nightlife to walkability – and while all these factors are important in making a city great, let’s face it: a city is nothing without its food. From street eats to fine dining, family-run taverns to cutting-edge kitchens, eating and drinking is the backbone of local culture in our cities and the reason many of us choose to travel.  So, in order to figure out the great culinary metropolises of today, we surveyed thousands of people around the world about food in their city. We asked locals to rate their city’s food scene across 18 different criteria, including quality, affordability and attributes from ‘family-friendly’ to ‘experimental’.  Each city was ranked according to quality and affordability ratings, alongside a score from a panel of Time Out food experts – editors, food critics and Time Out Market chefs – who were asked to share their insights into the most exciting cities for food right now. To create the final ranking, we included only the highest-scoring city for each country to ensure the list reflects culinary cities globally. We then asked our global network of food writers to tell us exactly what makes their city such an exciting place to eat right now. The result? A very tasty list indeed. In each of these 20 cities, you’ll find the best of the old-school and the new. There are long-standing street food stalls and
Os dez restaurantes com estrela Michelin no Grande Porto

Os dez restaurantes com estrela Michelin no Grande Porto

Não temos muitos restaurantes Michelin no Porto, mas os que temos são bons que se fartam e merecem muito uma visita sua, nem que seja “quando o rei faz anos”. Por isso, junte uns trocos, reserve com antecedência um lugar à mesa num destes restaurantes com estrela Michelin no Grande Porto e deixe-se apaixonar pelo estômago e pela incrível cozinha que aqui se faz. Com inspiração no mar, no receituário tradicional português ou com influências do mundo, aqui criam-se pratos que lhe vão, seguramente, ficar-lhe na memória. E uma coisa é certa, nestes restaurantes a experiência vai muito além da comida. Bom apetite. Recomendado: Os 44 melhores restaurantes no Porto
The 18 best francesinhas in Porto

The 18 best francesinhas in Porto

With or without an egg, with a spicy or slightly sweet sauce, with steak cooked rare or well done – the francesinha is Porto’s most famous national dish. This monstrous sandwich was invented in the 50s, by a Portuguese man (Daniel Silva) who was living in France at the time. He saw the croque monsieur and thought, ‘hey, let's go bigger’. Some stick to the traditional version (roast beef or steak, sausages, wet-cured ham and melted cheese between layers of toasty white bread), but more and more people are embracing variations – from veggie and vegan versions to chicken, prawn and more. But be you a purist or an embracer of innovation, there’s a francesinha for you on this list. Here are our absolute favourites, ranked. Be brave and try one: you won’t regret it.  RECOMMENDED:📍 The best things to do in Porto 🏨 The best hotels in Porto🏘️ The best Airbnbs in Porto🏖️ The best beaches in Porto Mariana Morais Pinheiro is the deputy editor at Time Out Porto. At Time Out, all of our travel guides are written by local writers who know their cities inside out. For more about how we curate, see our editorial guidelines.

Listings and reviews (75)

Clérigos Tower

Clérigos Tower

What is it? This bell tower, which is over 75m tall and was completed in 1763, was designed by the architect Nicolau Nasoni. It’s one of Porto’s most prominent landmarks and is a must-visit for anyone coming to Porto. How many steps does the tower have? You’ll have to climb 225 steps to reach the top of the tower, but we promise the views from the top are worth it. When is the tower open? Torre dos Clérigos is normally open from 9am to 7pm, Monday to Sunday. Exceptions to this include: Easter, summer and the Christmas season, when it is open from 9am to 11pm; December 24 and 31, when it is open from 9am to 2pm; and December 25 and January 1, when it is open from 11am to 7pm. Last entry is always 30 minutes before closing. Do you need tickets to visit the tower? General admission is €8 and €5 for students aged 11 to 18. Children up to 10 years old go free. Tickets grant access to the tower and museum. Translated by Olivia Simpson
Livraria Lello

Livraria Lello

What is it? Considered to be one of the most iconic bookstores in the world, Livraria Lello is situated in the heart of Porto on Rua das Carmelitas and is an important part of the city’s historical heritage. It features impressive neo-Gothic architecture, carved wood, gilded columns, and ornate ceilings and sells some 300,000 books a year. What is the J. K. Rowling connection? The Harry Potter author used to live in Porto, and is said to have been inspired by the city’s architecture. Climbing the ornate staircases in Livraria Lello, it’s easy to imagine you’re running late to a class in Hogwarts’ astronomy tower. How much does it cost? There is a three-tier ticket system, and the cost of all tickets can be redeemed against the purchase of books. The entry-level ticket is the silver, at €8; the next step up is the gold ticket (€15.95), which will buy you entry and a book from The Collection by Livraria Lello, the shop’s exclusive range; and the platinum ticket (€50) will get you priority entrance to the shop, as well as access to the Gemma Room. How long should I spend there? An hour should be enough time to browse the shelves and snap some pics of the gorgeous interiors. When is it open? The shop is open every day from 9am to 7.30pm and is closed on December 25, January 1, Easter Sunday, May 1 and June 24. Time Out tip The shop can get quite busy, so it’s best to visit at the end of the day to avoid crowds. Translated by Olivia Simpson
Snack-Bar Gazela

Snack-Bar Gazela

What is it? Snack-Bar Gazela is a no-frills spot that attracts a wide range of people for one simple reason: the food is just that good. What should I order? For over 50 years, Snack-Bar Gazela has been perfecting the art of making cachorrinhos (small hot dogs). The bread is thin and crispy, the linguiça sausages are high quality, and the cheese is melted to hold the fillings together. In the end, everything is brushed with butter and spicy sauce. When we say they’re popular spot, we mean it: on a normal day, 300 cachorrinhos are served. Best enjoyed when washed down with a couple of well-chilled beers. What are the prices like? This is the perfect place if you’re after cheap, delicious eats, with a cachorrinho setting you back just €4.50. Still hungry? Check out our list of the best restaurants in Porto. Translated by Olivia Simpson
YesChef

YesChef

O YesChef é o novo festival gastronómico que tem como objectivo descobrir, de norte a sul do país, os novos talentos da gastronomia portuguesa. O evento percorrerá diversas localidades e, através de um circuito de eventos gastronómicos, vai dar a possibilidade a chefs, pasteleiros, sommeliers e barmans em ascensão, de mostrarem aquilo que valem. O primeiro evento aconteceu no dia 15 de Junho, mas o segundo está já marcado para dia 13 de Julho, também na Fábrica da Ramada - Instituto do Design, em Guimarães. O chef Hugo Alves, do restaurante Norma, que foi reconhecido com o Bib Gourmand do Guia Michelin, vai estar a apresentar “pratos que combinam a tradição portuguesa e a modernidade da cozinha contemporânea”.  Para os mais pequenos, haverá uma zona dedicada a crianças dos 4 aos 12 anos com comida feita a pensar neles. Os pratos servidos no evento terão o tamanho de petiscos e um custo de 6€ e poderão ser saboreados ao som de música ambiente ou durante palestras animadas. O bilhete diário custa 15€ e para os dois dias fica por 25€. As crianças pagam 8,50€. Podem ser comprados aqui.
Casa no Castanheiro

Casa no Castanheiro

Se procura silêncio, calma, esta casa no meio da natureza, rodeada de castanheiros, carvalhos e pedras cobertas de musgo, é o seu destino. Fica perto da aldeia de Valeflor, na Beira Alta, num vale entre Trancoso e Mêda, com vista para a Serra da Marofa. A Casa no Castanheiro, em funcionamento desde 2021, é um refúgio, um lugar para recarregar energias longe do bulício diário e citadino. Mas não é um refúgio qualquer. Esta casa especial é composta por uma estrutura modular, feita com madeira e cortiça, que abraça um castanheiro quase secular. O projecto arrojado fez com que o arquitecto João Mendes Ribeiro vencesse o Prémio Nacional de Arquitectura em Madeira de 2021 e fosse nomeado para o prémio de arquitectura contemporânea Mies Van der Rohe, que será revelado em Abril deste ano. Mas vamos aos pormenores. Não é um hotel, avisam, por isso não conte com serviço de quartos sempre à disposição. As visitas que receberá durante a sua estadia poderão ser de lebres e pássaros mais curiosos. Por ser pequena – a área total é de 25 metros quadrados – só tem um quarto, pelo que está aconselhada para dois adultos e uma criança, no máximo. Tem casa de banho com chuveiro, kitchenette, wi-fi e uma salamandra para aquecer os dias mais frios e encher as noites de romantismo.
Gavião Nature Village

Gavião Nature Village

A poucos dias de celebrar o primeiro aniversário, o Gavião Nature Village, projecto que saiu das mãos de quatro amigos de infância, é um daqueles casos que chuta para canto o campismo lamacento e os banhos de água fria. Com 13 tendas glamping, bem equipadas e decoradas como se de um hotel se tratasse; e dez cork shelter, pequenas casinhas com capacidade para duas, quatro e oito pessoas, muito confortáveis e funcionais, promete facilitar o contacto com a natureza e tornar a experiência memorável. Além das casas/quartos de diferentes tipologias (a maior tem uma pequena sala de estar), possuem três tipos de tendas: para uma escapadinha romântica (vai poder dormir numa cama redonda); para umas férias em família (além da cama de casal, há um beliche); e para um convívio entre amigos (com quatro camas individuais). Todas instaladas sobre estrados de madeira e com mobiliário ecológico e sustentável. As tendas deste glamping de quatro estrelas perto de Portalegre são climatizadas, possuem televisão, casa de banho privativa, minibar, chaleira e outras comodidades. De manhã, um pequeno-almoço buffet espera por si. A seguir, é tempo de explorar o circuito wellness, com jacuzzi, banho turco e sauna.
Amor & Farinha

Amor & Farinha

É impossível não querer levar um exemplar de cada um dos pães que repousam na estante. E o mais provável é sair desta pequena padaria cheio de sacos nos braços. Pão de alecrim, pão de batata doce e coco, de arroz, de iogurte e arandos, com abóbora, canela e nozes, e de chia com sésamo tostado são alguns dos que poderá comprar aqui. Todos bons. Todos de fermentação lenta, agradavelmente tostados e crocantes. Também têm focaccias com tomate seco, cebola roxa, pimento, cogumelos e manjericão; empadas de legumes; bolos caseiros, como o muito guloso brownie de chocolate; e, mais recentemente, croissants, que é o que nos interessa hoje. São caseiros, feitos com massa mãe e doses generosas de manteiga, e levedam de um dia para o outro. Há-os simples (1,80€), com chocolate ou com manteiga de amendoim (ambos a 2€).
Brites

Brites

A lista de ingredientes para fazer estes croissants é longa, mas o mais importante é o tempo. “A Brites é uma padaria e pastelaria de fabrico artesanal, onde se opta pelo melhor processo e onde se respeita o tempo de cada produto. O tempo é, aliás, o ingrediente mais importante”, insiste Verónica Dias, a jovem padeira de 29 anos que abriu, em meados de Janeiro, este espaço onde pães, baguetes e bolos crescem ao seu próprio ritmo. “O pão e a viennoiserie, a pastelaria francesa, é toda de fermentação natural e longa. Faço bolas de Berlim, donuts e croissants franceses, por exemplo, que são a nossa imagem de marca. Levam 50% de manteiga”, conta. Mas não uma manteiga qualquer. A massa leva uma manteiga açoriana e no processo de laminação (que dá ao croissant o seu aspecto folhado), Verónica opta por uma manteiga francesa com 84% de gordura e extra seca. “Isto faz com que o croissant se torne mais amanteigado, leve e crocante”. O processo é moroso, complexo: exige três dias, da preparação à confecção. No primeiro faz-se a massa, no segundo lamina-se e no terceiro coze-se. Além dos croissants simples (1,50€), speculoos, toffee de chocolate, ganache e gianduia, que é uma mistura de chocolate e avelã, são alguns dos recheios (entre 2€ e 2,30€) que passam pelas vitrinas deste novo e tentador espaço.
Cantina de Ventozelo

Cantina de Ventozelo

Os National Geographic Traveller Hotel Awards elegeram, em Setembro passado, os 39 melhores hotéis em 2021 em todo o mundo. E há apenas um português na lista: a Quinta de Ventozelo, em Ervedosa do Douro, no concelho de São João da Pesqueira, que foi seleccionada como uma das três melhores escapadinhas gastronómicas. Na Cantina de Ventozelo, local onde antigamente eram servidas as refeições aos trabalhadores, agora servem-se pratos da autoria de Miguel Castro e Silva, que aposta no receituário regional e numa oferta “quilómetro zero”, ou seja, as ementas adaptam-se ao que a natureza fornece. É por isso que muitos dos produtos vêm das hortas da quinta, como a beterraba, o feijão-verde, as couves, as acelgas, o tomate coração de boi, os figos, os marmelos e o azeite. Quando algo lhes falta, como é o caso da carne maronesa, procuram produtores na proximidade, e sempre que é possível, trocam directamente os excedentes com os vizinhos. Se lhes fizer uma visita, conte com almoços ou jantares informais, onde serão servidos pratos de forno, como costela maronesa ou cachaço de porco bísaro, ou pratos de tacho, como feijoada ou rancho. Ao domingo há cabrito.
Naperon

Naperon

“Restaurante de aldeia. Menu sazonal. Produtos locais”. É assim que o Naperon se apresenta, o primeiro restaurante a solo de Hugo Nascimento, depois de longos e bons anos ao lado de Vítor Sobral em projectos como a Tasca da Esquina, em Lisboa. Em Setembro de 2019, o chef abalou com a família para Odeceixe, onde abriu este pequeno espaço despretensioso – só tem 30 lugares – nas Casas do Moinho, projecto turístico onde já costumava passar férias. Aqui servem dois menus de degustação que vão mudando quinzenalmente. Um tem seis momentos (60€) e o outro é servido em três tempos (38€). Anchova, batata doce, tomate, azeitona e coentros; cabeça de xara em bolo lêvedo; pudim de medronho com “farofa” de poejo; e chocolate, maracujá, noz e caramelo salgado são apenas algumas das criações com as quais Hugo já presenteou quem por lá passou.
Wine District

Wine District

Este restaurante e wine bar, inaugurado em meados do mês no Chiado, não podia ter aberto as portas em melhor altura. Agora que Jeroen Dijsselbloem, o presidente do Eurogrupo fez questão de frisar que os países do Sul gastam tudo em álcool e mulheres, este é, decididamente, o local ideal para vir esbanjar o seu ordenado (no bom vinho que vendem, entenda-se). Mas deixemo-nos de brincadeiras. Quem olha para a fachada do número 44 da Rua Ivens não imagina que para lá da montra de vidro se estende um espaço bem versátil, com um balcão com 36 lugares feito de madeira de carvalho americano e francês (o mesmo de que são feitas as barricas onde estagia o vinho), uma mezzanine resguardada com mesas e sofás, uma esplanada interior e ainda uma antiga cisterna do tempo do Marquês que, em breve, vai ser usada como sala de provas de vinho e para workshops. “Os proprietários deste espaço são donos da Quinta de São Sebastião, uma marca de vinhos de Arruda dos Vinhos, e queriam criar um espaço onde ele pudesse ser apreciado. E como para se beber vinho, também é preciso comer, surgiu este projecto”, explica Júlio Fernandes, um dos responsáveis, juntamente com Tomás Marinho. Na carta há, sobretudo, petiscos. Uns em conserva, como o povo com azeitonas e picles (9€), as sardinhas com cebolinhas e menjericão (5,90€) ou a moxama de atum com laranja e amêndoa (10€), e outros em cima de tábuas. Os presuntos Pata Negra DOP com 40 meses de cura, e os queijos da Serra DOP são os que mais brilham na ement
Viarco

Viarco

As instalações velhas fazem parte do charme. A Viarco, em São João da Madeira, tem um carisma inexplicável: cheira a papelaria antiga e a bancos de escola. Esta história começa no piso inferior, num armazém negro pintado pelas minas que se espalham pelo chão, por cima das bancada s
e no rosto de quem mistura grafite, argila e água para fazer o primeiro passo no processo de fabricação de um lápis: a mina. Esta secção, à qual também chamam de “cápsula
do tempo”, está repleta de máquinas em funcionamento desde a fundação da fábrica, em 1936, em Vila do Conde, por Manoel Vieira Araújo. Daqui seguimos para a arredondagem. Colocam-se duas placas de madeira, já com a forma bruta de um lápis – usam maioritariamente madeira de cedro da Califórnia –, em redor da mina e afina-se o objecto. Por fim, os acabamentos, altura em que os lápis passam por várias camadas de tinta sobre um tapete rolante. Porém é também neste antigo espaço, repleto de nostalgia, que se fazem alguns dos produtos mais inovadores do segmento. O Art Graf Taylor, por exemplo, é a estrela
da companhia: um composto de caulino, pigmento e talco, que resultou numa ferramenta versátil, de forma quadrada, que faz lembrar o giz dos alfaiates. Consoante a forma como for usado, pode ser tinta, pastel, aguarela ou lápis de cor, ou seja, com ele
 é possível fazer traços mais finos ou mais grossos, usar muita ou pouca água. Como é fácil de imaginar, nem sempre a vida da Viarco foi colorida como os seus lápis de 
cor. E a marca, q

News (433)

Três verdades que gostávamos que fossem mentira no Porto

Três verdades que gostávamos que fossem mentira no Porto

Os preços impraticáveis da habitação Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, o preço das rendas aumentou 9,3% no final de 2024. Estes referem-se aos novos contratos de arrendamento (foram contabilizados 24.445 no final do ano passado). A Grande Lisboa, o Algarve e a Área Metropolitana do Porto foram as regiões onde o preço aumentou mais. O fenómeno, contudo, não atingiu apenas o mercado de arrendamento. Um estudo publicado pela Causa Pública, na mesma altura, anunciou que os preços de compra de habitação “mais do que duplicaram em Lisboa, Porto e Algarve”, atirando Portugal para “uma das maiores crises habitacionais da Europa”. No relatório é possível ler ainda que “embora o aumento dos preços da habitação seja um fenómeno global, o caso português tem sido particularmente intenso, com um aumento de 121% entre 2013 e 2023, superando a inflação (81%) no mesmo período”. DRA Ourivesaria Âncora foi fundada em 1923 O fecho das lojas históricas A história é mais ou menos sempre a mesma. Uma loja de comércio tradicional, acarinhada pelos portuenses, vai ter de fechar as portas, depois de várias décadas ao serviço da cidade. Porquê? Porque o imóvel onde estava localizada foi vendido a uma entidade, por vezes estrangeira, que tem para o edifício outros planos que não incluem a preservação destes negócios, muitos deles sob a alçada do programa Porto de Tradição, da Câmara Municipal do Porto. Esta é a história, por exemplo, d’A Cafezeira, mercearia dedicada à venda a granel
Quer saber qual o melhor croissant à moda do Porto? Nós também

Quer saber qual o melhor croissant à moda do Porto? Nós também

Há temas que no Porto geram sempre confusão. Falar de religião, discutir futebol ou eleger a melhor francesinha é, certo e sabido, meio caminho andado para ânimos exaltados, discussões de meia-noite e amigos desavindos. Como se já não houvesse celeuma suficiente, as Edições do Gosto decidiram deitar mais lenha na fogueira e querem agora escolher “O Melhor Croissant à Moda do Porto”. As inscrições estão abertas até dia 31 de Março. “A vontade para a realização deste evento surge da experiência acumulada com a organização do concurso O Melhor Pastel de Nata, na área de Lisboa”, começa por explicar, à Time Out, Paulo Amado, fundador das Edições do Gosto e forte impulsionador da gastronomia em Portugal. “O objectivo deste concurso é valorizar o artesanato culinário, valorizar a pastelaria, para que passe a haver uma oferta que seja nivelada por cima, homogénea, sem margarina, com manteiga, a representar bem o Porto.” O curador gastronómico acrescenta ainda que com a iniciativa pretendem dar destaque a um dos elementos de doçaria mais comuns de norte a sul do país. “Mais do que fazer rankings, queremos apontar o dedo e dizer: 'Aqui está um dos destaques da doçaria, celebremos!” N’O Melhor Croissant à Moda do Porto podem participar estabelecimentos de restauração e bebidas que tenham postos de venda no distrito e área metropolitana do Porto e que fabriquem os seus próprios croissants exclusivamente em massa brioche e com manteiga (sem margarina). O júri, que será composto por quatr
Morreu Francisco Guedes, fundador do Correntes d’Escritas

Morreu Francisco Guedes, fundador do Correntes d’Escritas

Homem das letras, Francisco Guedes, fundador do Festival Correntes d'Escritas, na Póvoa de Varzim, morreu esta segunda-feira, aos 75 anos. O anúncio foi feito pela editora Húmus, da qual era co-fundador. “Hoje, o nosso amigo Francisco Guedes morreu. Deixou-nos, e fica a lembrança do seu generoso empenhamento, a sua gentileza, a sua amizade feliz. Até sempre, Francisco”, escreveu a editora no Facebook. O funeral realiza-se esta quarta-feira, a partir das 11.00, no Tanatório de Matosinhos. Nascido em Matosinhos, o editor e programador cultural esteve também envolvido na criação de outros festivais literários, como o Lev – Literatura em Viagem, cuja próxima edição acontecerá entre os dias 5 e 13 de Abril, e o FLiD – Festival Literário do Douro. Durante a sua vasta carreira, que começou nas Edições ASA em 1986, publicou centenas de livros, sobre variados temas, da arte à poesia. Mas a gastronomia portuguesa ganharia um lugar especial. Entraria na sua vida nos anos 90, quando se dedicou à publicação de vários títulos sobre o assunto, numa parceria com o jornal Público. A sua paixão pela área foi sendo alimentada e já na Dom Quixote publica ainda livros como o Guia Anual dos Restaurantes de Portugal, Receitas Tradicionais Portuguesas ou As 100 Maneiras de Cozinhar Bacalhau e Outros Peixes, entre muitos outros. Francisco Guedes era o responsável editorial da colecção 12catorze das Edições Húmus, onde editou nomes consagrados, como Maria João Cantinho, António Cabrita, António Hess,
À boleia dos livros. O LeV – Literatura em Viagem está de regresso a Matosinhos

À boleia dos livros. O LeV – Literatura em Viagem está de regresso a Matosinhos

Há livros que nos fazem viajar. Que nos transportam para outros países, culturas, realidades ou dimensões. São eles os protagonistas de mais uma edição do LeV – Literatura em Viagem. O festival literário de Matosinhos, que este ano acontece entre os dias 5 e 13 de Abril, apresenta-se como o maior de sempre e vem acompanhado de uma programação alargada, que vai contar com autores nacionais e internacionais bem conhecidos, numa viagem entre diversos temas da actualidade. O primeiro dia do evento arranca com uma conversa entre Carlos Tê, Adolfo Luxúria Canibal e José Luís Peixoto, subordinada ao tema “Da letra ao tom: Quando a Literatura se Transforma em Canção” (15.00). No dia seguinte, Bruno Nogueira e Filipe Melo vão falar sobre “como é que se escreve para algo que será visto? Da televisão à BD, da ilustração ao guião” (10.00). A 12 de Abril, será a vez de Ricardo Araújo Pereira estar à conversa com Jenny Kleeman (15.00), um dos nomes incontornáveis desta edição. A jornalista, escritora e documentarista inglesa, que tem um programa na BBC Radio4 e colabora com regularidade com o jornal britânico The Guardian, vai falar sobre o seu primeiro livro Robôs Sexuais e Carne Vegana, publicado em 2004. Conte ainda com apresentações de Rita Redshoes com Mário Cláudio e Martim Sousa Tavares (13 de Abril às 15.00) e de Francisco José Viegas com Hugo Gonçalves, uma hora depois, entre muitas outras previstas no programa. “Quase a chegar às 20 edições, o Lev – Literatura em Viagem é um exem
A Brites fermentou, cresceu com calma e agora também tem um café

A Brites fermentou, cresceu com calma e agora também tem um café

“Isto era bom era com um cafezinho a acompanhar” ou “Há ali um espaço óptimo que vocês podiam ocupar”. Cansados de ouvir sempre as mesmas sugestões dos clientes que lhes apareciam na padaria, instalada no número 661 da rua da Constituição, Verónica Dias, a padeira da Brites, e António Lamas, sócio, decidiram fazer-lhes a vontade e abriram – porque a sorte e o destino assim quiseram – um café na porta ao lado. Neste novo espaço, além de poder comer o que acabou de comprar na padaria, também pode lamber a pequena montra sob o balcão: está recheada de pastelaria artesanal tão gulosa quanto bonita. “Esta loja é o que fazia sentido para nós: um sítio pequeno, ao lado, prático”, começa por explicar Verónica. “Veio no seguimento de um crescimento gradual da Brites, muito ponderado, porque não queríamos dar passos maiores do que as pernas. Fomos aumentando a produção, contratando pessoas, até que esta loja ficou disponível”, conta. “É um espaço descontraído e informal, somos um café e não uma coffee shop, queremos que as pessoas percebam isso, queremos que saibam que a Brites agora tem mesas e tira cafés e queremos assumir o galão e a torrada”, acrescenta António.  ©Margarida SantosA Brites tem um café A expansão de uma das melhores e mais acarinhadas padarias de fermentação lenta da cidade – com boa pastelaria caseira – aconteceu em Fevereiro, três anos depois da abertura do primeiro espaço. Este, foi conquistando locais, dos 8 aos 80; estrangeiros a residir na cidade; e muitos tu
Estas são as 20 melhores cidades do mundo para comer – e o Porto é uma delas

Estas são as 20 melhores cidades do mundo para comer – e o Porto é uma delas

Se escolhe um país para passar férias por causa da sua gastronomia; se a primeira coisa que faz quando chega ao hotel é reservar mesa numa série de restaurantes; ou se planeia as suas visitas a monumentos históricos em função da proximidade a tascas, pastelarias, bancas de comida de rua, gelatarias, bares de cocktails ou cafés de especialidade, então, o que se segue é para ler com atenção. A Time Out Global acabou de lançar a lista das 20 melhores cidades do mundo para comer agora e o Porto ficou em 17º lugar. Vá afiando os talheres. Depois de ter tornado público, em Janeiro, o ranking anual das 50 melhores cidades do mundo (o Porto ficou na 8.ª posição e Lisboa na 12.ª), agora foi a vez de a Time Out dar a conhecer as grandes metrópoles da culinária actual, porque, convenhamos, as cidades nada são sem a sua incrível comida. Para tal, milhares de pessoas em todo o mundo foram entrevistadas sobre a gastronomia e os hábitos alimentares das suas cidades, num questionário que incluía critérios – qualidade, preço acessível e atributos de “familiar” a “experimental”.  A estes juntou-se ainda o expertise dos especialistas em gastronomia da Time Out, que partilharam as suas visões e impressões sobre a cena gastronómica dos locais onde vivem e trabalham – de editores a críticos, passando também pelos chefs dos vários Time Out Markets mundiais. No fim, escolheu-se a cidade com a pontuação mais elevada de cada país para que integrasse a lista, garantindo assim diversidade culinária a ní
O Jantar Mais Picante do Ano vai deixar o Stramuntana a ferver

O Jantar Mais Picante do Ano vai deixar o Stramuntana a ferver

A capsaicina não lhe mete medo? Comer à dentada um Carolina Reaper é como um passeio no parque? Trata por tu um Habanero Chili? Então, temos uma boa proposta para si: O Jantar Mais Picante do Ano está de regresso mas, desta vez, promete incendiar mesas mais a norte. A chef Lídia Brás vai receber, no próximo dia 13 de Março, no seu restaurante Stramuntana, em Vila Nova de Gaia, três chefs que irão cozinhar consigo lado a lado. São eles Vítor Adão, do Plano (Lisboa), o estrelado Arnaldo Azevedo (Vila Foz, Porto) e a chef pasteleira Ana Patrícia Correia, da delicada Marupiu Pâtisserie, em Vila Nova de Famalicão. A ideia de organizar O Jantar Mais Picante do Ano partiu de Fernando Alvim, em conjunto com Paulo Amado, das Edições do Gosto, e proprietário do espaço onde aconteceu a primeira edição em 2024, no restaurante Manja Marvila. “Conheço bem ambos e falamos em fazer a segunda edição no Stramuntana. E assim foi”, conta Lídia. Ao contrário do que possa pensar, os pratos não serão picantes. “Vamos é ter diferentes picantes, com diferentes níveis de intensidade, que as pessoas vão poder colocar ao seu gosto, intensificando os pratos como preferirem”, diz a chef transmontana, acrescentando que a “ideia é ir explicando o que cada picante leva, ou seja, como foi feito, se tem pimenta Carolina Reaper [uma das mais picantes do mundo] ou outra pimenta. Cada chef irá trazer o seu frasco de picante, porque isto é muito português – qualquer chef ou restaurante, do tradicional ao fine din
Do arroz de leitão à garoupa assada, Ricardo Costa tem sugestões para os cinco dias da semana

Do arroz de leitão à garoupa assada, Ricardo Costa tem sugestões para os cinco dias da semana

O restaurante de Ricardo Costa, na ala dos chefs do Time Out Market, tem novidades, quentes e boas. De segunda a sexta-feira, o chef propõe um prato do dia, reconfortante e aconchegante, como se quer num dia de Inverno. “São pratos diários, com propostas consistentes e consensuais, que ajudam a fidelizar clientes. A nossa oferta recai sobre receitas que se fazem, sobretudo, em casa e nos restaurantes tradicionais”, explica o também chef do restaurante The Yeatman, em Vila Nova de Gaia, com duas estrelas Michelin.  Desta feita, à segunda-feira conte com o clássico bacalhau com natas no menu. “É um prato de bacalhau que leva cebola, batata, molho de natas, caldo de bacalhau, salsa e é guarnecido com pimentos assados e azeitonas. Ao lado vai uma salada mista”, enumera o chef. © DRArroz de leitão I Ricardo Costa - Time Out Market No dia seguinte, terça-feira, há arroz de leitão, um ingrediente estrela na cozinha de Ricardo Costa e um prato icónico no The Yeatman. “Como temos um prato de leitão aqui no mercado – a sanduíche de leitão –, achámos que esta proposta fazia sentido no menu para rentabilizar o animal. É uma espécie de arroz de pato à antiga, mas com leitão”, descreve o chef, natural de Aveiro, acrescentando que a proximidade da sua terra natal à Bairrada serviu de mote à criação. O arroz é gratinado com queijo da Ilha e acompanhado por rodelas de laranja. © DRGaroupa assada I Ricardo Costa - Time Out Market A garoupa assada com legumes do Mediterrâneo e molho de espa
Angélica Salvador convida Octávio Freitas, do Desarma, para um jantar a quatro mãos

Angélica Salvador convida Octávio Freitas, do Desarma, para um jantar a quatro mãos

Em linha recta, da Madeira ao Brasil distam cerca de cinco mil quilómetros. Mas esta sexta-feira, dia 21 de Fevereiro, essa distância fica mais curta e o oceano pelo meio até vai parecer ter-se esvaziado um pouco. A chef Angélica Salvador, ao leme do restaurante InDiferente, convidou Octávio Freitas, chef executivo do Desarma, na Madeira, para um regresso aos jantares a quatro mãos. Será no fine dining da Foz, ao qual foi atribuída a distinção Bib Gourmand do Guia Michelin, que a chef irá reinterpretar e misturar a cozinha portuguesa com as suas origens brasileiras. Já Octávio, em representação do Desarma, um dos mais recentes estrelas Michelin do país, não só traz ao Porto a cozinha típica da ilha, como também alguns dos seus vinhos produzidos na Calheta.  “Considerado um dos mais criativos chefs da sua geração, continua a manter vivo o interesse pela formação, novas técnicas e pela ampliação e partilha de conhecimentos. É apaixonado por tudo o que vem da terra e tem uma visão curiosa sobre os produtos tradicionais e utilização na sua cozinha dedicando-se a hortas biológicas, a pesquisar e a estudar ingredientes típicos madeirenses”, avança a nota enviada à imprensa sobre o chef, acrescentando que o seu primeiro vinho, o Galatrixa, foi produzido a partir de vinhas plantadas na sua propriedade. Quanto a Angélica, “brasileira de berço, portuguesa de acolhimento”, tem vindo a destacar-se pela "hospitalidade, experiência e raízes brasileiras na cozinha portuguesa, oferecendo aos
Há milhares de cachecóis no Estádio do Dragão. O que lhes vai acontecer?

Há milhares de cachecóis no Estádio do Dragão. O que lhes vai acontecer?

Uma das mais emblemáticas figuras do futebol português partiu, mas deixou um legado que perdurará na memória de todos aqueles que viram o Futebol Clube do Porto a ganhar tudo o que havia para ganhar, tanto em competições nacionais como além-fronteiras. Ao longo de 42 anos à frente do clube, Jorge Nuno Pinto da Costa, que morreu no sábado, 15 de Fevereiro, conquistou mais de 2500 troféus, 69 deles para o desporto-rei. Ao longo de três dias foram muitos os adeptos que lhe prestaram homenagem, depositando os seus cachecóis à entrada do Estádio do Dragão, por onde o caixão do antigo presidente passou esta segunda-feira, antes de uma paragem no centro do terreno de jogo, para uma ovação, e seguir para o Cemitério Prado do Repouso.  A homenagem sentida e espontânea, junto à porta 24 do estádio, reuniu, além dos milhares de cachecóis, muitas camisolas, tarjas, flores, velas e outros objectos alusivos ao FC Porto, deixados no local pelos adeptos. Espalhados pelo chão e alinhados com cuidado, estes adereços formam um autêntico tapete azul que rodeia parte do recinto. Mas e agora, o que é que lhes vai acontecer? Ver esta publicação no Instagram Uma publicação partilhada por FC Porto (@fcporto) Adereços que contam histórias e conquistas “O cachecol que hoje deixei no Estádio do Dragão foi o cachecol que durante anos me acompanhou em momentos especiais como adepto apaixonado pelo FC Porto. Não sei se é o meu primei
A Este tudo de novo. O Kokko é uma viagem gastronómica e sensorial ao submundo asiático

A Este tudo de novo. O Kokko é uma viagem gastronómica e sensorial ao submundo asiático

De repente, somos transportados para uma realidade completamente diferente, caímos sem rede entre as páginas de um dos livros de Ian Fleming. No corpo temos um smoking engomado e feito à medida e estamos prontos para pedir um martini shaken not stirred – bem ao estilo de James Bond –, encostados ao balcão. A breve reminiscência de que o carro ficou estacionado lá fora, numa zona residencial de Árvore, a cerca de quatro quilómetros de Vila do Conde, dá-nos a vaga garantia de que não estamos a sonhar. Pelo sim, pelo não, olhamos por cima do ombro à procura de potenciais vilões e espiões inimigos. Nada nos havia preparado para a sumptuosidade do Kokko, o restaurante asiático do Grupo Romando, que recria a mística e o ambiente dos clubes clandestinos de Xangai dos anos 30 do século passado, “onde se misturavam culturas, prazeres proibidos e uma gastronomia inovadora”, dizem.  A porta abre-se através de uma espécie de botão-alavanca (bem ao estilo de covil secreto) e deixa antever uma decoração onde cada detalhe foi pensado ao pormenor, para que a ilusão fosse real. Tassel forra os tectos do espaço com milhares de franjas em tecido, criando textura, relevo e dimensão, e proporcionando um ambiente intimista, abafando as conversas que acontecem nas mesas. Ao centro, também suspenso, um imponente dragão chinês marca o espaço. E sobre o balcão do bar, uma grande concha de ferro abriga uma série de ostras com molho ponzu e caviar, pousadas em gelo. Sentadas em cadeiras altas, mesmo ao
Em Fevereiro, há mais de 4 mil vinhos no Palácio da Bolsa

Em Fevereiro, há mais de 4 mil vinhos no Palácio da Bolsa

Brindemos às boas notícias: o Essência do Vinho está de regresso ao Porto e, entre os dias 20 e 23 de Fevereiro, instala-se no Palácio da Bolsa. Durante quatro dias, a 21ª edição vai acolher cerca de 4 mil vinhos de 400 produtores nacionais e estrangeiros e receber mais de 40 provas comentadas. Um júri internacional – composto por jornalistas, críticos e sommeliers –, irá eleger o Top 10 de vinhos mais “entusiasmantes do país”. O festival arranca com uma série de provas comentadas. “A nova Borgonha, para lá dos clássicos”, no primeiro dia, debruçar-se-á sobre a “nova onda na meca do vinho de terroir”. Em prova estarão vinhos como o Clair Obscur Bourgogne Aligoté 2021 ou o Prieuré Roch Vin de France Rouge 2022, por exemplo. Guarde também espaço na agenda para assistir a “Os terroirs da Quinta do Vale Meão”, onde se falará das “diferentes cotas e exposições” e dos “solos de xisto, granito e aluvião”, da quinta que foi o último projecto de vinha de Dona Antónia Ferreira. A prova “Gaja, sonhar em Itália”, que apresentará vinhos oriundos de Montalcino e Bolgheri, na Toscana; “A Sogrape também é ímpar”, que contará com a presença dos enólogos Diogo Sepúlveda, Luis Cabral de Almeida e Luis Sottomayor e ainda de Luís Costa, da Revista de Vinhos; e, por fim, “Os Porto Colheita Krohn” serão as outras palestras que terão lugar neste primeiro dia. No dia 21, “as salas do Palácio da Bolsa vão dos Açores ao Douro, com paragens nos Vinhos Verdes e ainda no Brasil”, avança a organização do e