Desde que se juntou à equipa da Time Out Lisboa, em 2009, Luís Filipe Rodrigues editou as páginas de Noite, Música e Filmes, e assinou artigos em todas as restantes. Estudou cinema, fez rádio, leva o dia a ouvir música e ainda passa um discos de vez em quando.

Luís Filipe Rodrigues

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Articles (383)

Marquise e mais concertos a não perder em Lisboa esta semana

Marquise e mais concertos a não perder em Lisboa esta semana

Todas as semanas, quase todos os dias, há música para ouvir nos bares e salas de espectáculos da cidade, da pop-rock mais orelhuda ao jazz mais livre, de pequenas bandas locais a grandes nomes internacionais, passando por tudo o que se encontra no meio. E porque alguns concertos valem mais a pena do que o resto, ou porque uns são potenciais surpresas enquanto outros são valores mais ou menos seguros, toda a informação ajuda. Siga as nossas dicas e sugestões. Não se vai arrepender. Recomendado: Os concertos a não perder em 2025 em Lisboa
Universo Televisivo da Marvel: 23 séries para ver agora

Universo Televisivo da Marvel: 23 séries para ver agora

Os Agentes S.H.I.E.L.D. foi a primeira série a encolher o Universo Cinematográfico da Marvel (UCM) para o pequeno ecrã, em 2013. Nos anos que se seguiram, a Marvel Television produziu muitos mais programas em parceria com canais como a ABC e a Freeform e serviços de streaming como a Hulu e a Netflix. Quando a Disney lançou a sua própria plataforma de streaming, decidiu concentrar lá todas as futuras séries do UCM, e deixá-las a cargo dos Marvel Studios, até então apenas responsáveis pelos filmes. WandaVision foi a primeira a estrear-se, seguida de O Falcão e o Soldado do Inverno ou Loki, e há muito mais a caminho do Disney+, que hoje é a casa de todas as séries da Marvel. Recomendado: Os melhores e os piores filmes da Marvel
Programa das festas para Março em Lisboa

Programa das festas para Março em Lisboa

O que não falta em Lisboa são sítios para dançar até o sol nascer. Antes disso, pode sempre aquecer os ânimos num bonito bar lisboeta, explorar tudo o que é novidade ou quem sabe fazer um aquecimento caseiro com os vinis recentemente adquiridos. O programa das festas para Março vai da noite ao dia e vice-versa, com festas que apelam aos amantes das electrónicas, mas não só. O importante é aproveitar a noite na cidade. E beber muita água, se não quiser acordar de rastos no dia a seguir. Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa em Março de 2025
Panda Bear, Feid e mais concertos em Lisboa em Março

Panda Bear, Feid e mais concertos em Lisboa em Março

Os dias ficam maiores, chega a Primavera, muda a hora. Em Março parece que a nossa vida começa a crescer e a agenda de concertos dá sinais disso mesmo. Eis a nossa lista, seleccionada e em actualização, dos concertos a não perder em Lisboa em Março. Desde apresentações de novos e bons álbuns de artistas portugueses, como os Marquise e Afonso Rodrigues (Sean Riley & The Slowriders), e estrangeiros a viver em Portugal, como Panda Bear, a visitas de destacados nomes internacionais como The Game ou Feid, há muito por onde escolher. Recomendado: Os concertos a não perder em Lisboa esta semana
As actrizes e os actores com mais Óscares

As actrizes e os actores com mais Óscares

Foram muitos os actores e actrizes que, desde 1929, data da primeira cerimónia dos prémios, ganharam um Óscar. Pouco mais de 40 conseguiram levar para casa duas estatuetas da Academia das Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood ao longo da carreira. Mais do que isso? Quase nenhuns. Katharine Hepburn é a actriz mais premiada, tendo recebido quatro Óscares de melhor actriz entre 1934 (por Glória de Um Dia) e 1982 (por A Casa do Lago). Depois, com três Óscares, surgem Frances McDormand, Daniel Day-Lewis, Meryl Streep, Jack Nicholson, Ingrid Bergman e Walter Brennan – o único que nunca foi eleito melhor actor principal, vencendo apenas por papéis secundários. Recomendado: Os filmes que ganharam mais Óscares
12 filmes fantásticos e de terror que ganharam Óscares

12 filmes fantásticos e de terror que ganharam Óscares

É muito raro um filme como A Forma da Água, de Guillermo Del Toro, ser nomeado para tantos Óscares como aconteceu em 2018: 13. Recebeu quatro (filme, realizador, banda sonora e direcção de arte), apesar de não estar na tradição da Academia de Hollywood distinguir com estatuetas douradas o cinema da fantasia e do sobrenatural. Mesmo assim, ao longo das décadas, foram vários os filmes fantásticos e de terror recompensados, quase sempre nas categorias secundárias, como caracterização, guarda-roupa ou efeitos visuais. Mas há excepções, como O Senhor Dos Anéis: O Regresso do Rei, a última aventura cinematográfica da trilogia tolkiana de Peter Jackson. Recomendado: Uma dúzia de grandes realizadores que nunca ganharam um Óscar
Os concertos a não perder em 2025 em Lisboa

Os concertos a não perder em 2025 em Lisboa

Há sempre música entre nós, como diz a canção. O que, neste caso, quer dizer que há sempre concertos em Lisboa para ver e ouvir, e todas as semanas são anunciados mais nomes. Do regresso a Portugal de Kendrick Lamar e SZA, em Julho, à reunião dos Silence 4, que começa em Junho, em Leiria, chega a Lisboa em Dezembro, e já não há bilhetes para certas datas; passando pela apresentação do novo disco de Panda Bear, no Capitólio, ou os espectáculos dos Imagine Dragons e dos Iron Maiden, no Verão, ambos esgotados, eis os concertos a não perder em 2025 em Lisboa. Recomendado: Os melhores concertos em Lisboa esta semana
Franz Ferdinand e mais concertos em Lisboa em Fevereiro

Franz Ferdinand e mais concertos em Lisboa em Fevereiro

É o mês mais curto e a lista também não é longa. Ainda assim, há bons concertos por onde escolher. Entre serões mais intimistas e noites de algazarra garantida, propomos-lhe umas quantas actuações com que preencher a agenda de todas as semanas do segundo mês deste ano. Dos Comfort e do duo de Meredith Monk & John Hollenbeck, no princípio de Fevereiro, a Brooke Candy e Força Suprema, no dia 28, passando pela apresentação do EP de João Não, Cúmplice do Cupido, na véspera de São Valentim, e do novo disco dos Franz Ferdinand, The Human Fear, no próprio dia 14, estes são alguns dos espectáculos a não perder. Recomendado: Os concertos a não perder em Lisboa esta semana
Touché Amoré e mais concertos em Lisboa em Janeiro

Touché Amoré e mais concertos em Lisboa em Janeiro

Janeiro é altura de balanços, de mudanças e promessas de melhoramento pessoal que não tardam muito a ser quebradas. Talvez por isso, ou por causa do frio que se costuma sentir, os concertos não abundam – a agenda ainda vai encher-se um pouco mais, de semana para semana, mas não muito. O que não quer dizer que não haja quem se esforce para nos fazer sair de casa. Gente boa como os convidados da noite +9999 da ZDB, os Linda Martini, com um novo album na manga, ou os Touché Amoré. Recomendado: Os concertos a não perder em Lisboa esta semana
Há bons sítios para beber um copo em Campo de Ourique

Há bons sítios para beber um copo em Campo de Ourique

Bons restaurantes, boas lojas... Mas então e bares? Campo de Ourique é um bairro cheio de vida, mas a dita não é propriamente nocturna. Ainda assim, há soluções para quem quer beber um copo no bairro. Soluções, essas, que garantem animação até tarde. Está sem rumo e com uma sede insaciável? De uma casa popular aberta há mais de um século a uma retrosaria que esconde um bar e restaurante da moda, passando por uma das casas nocturnas abertas pelo coleccionador Luís Pinto Coelho, na década de 70, e não só, há poucas mas boas opções em Campo de Ourique. Recomendado: Os novos bares em Lisboa que tem mesmo de conhecer  
Há 30 anos que o futuro se joga hoje na PlayStation

Há 30 anos que o futuro se joga hoje na PlayStation

Este artigo foi originalmente publicado na revista Time Out Lisboa, edição 671 — Outono 2024. “Os jogos de vídeo eram encarados como brinquedos. E a Sony não era uma fábrica de brinquedos.” Shawn Layden, citado há cerca de um ano pelo IGN, conta que era esta a mentalidade que imperava na multinacional japonesa antes do lançamento da primeira PlayStation, em 1994. Layden sabe do que fala. Durante mais três décadas, desempenhou os mais altos cargos na Sony Computer Entertainment e esteve directamente envolvido no lançamento de todas as consolas PlayStation até meter os papéis para a reforma, em 2019. Mas não era só na Sony que se pensava assim. Sem ele e sem sucessivas gerações de PlayStations, quem sabe se os videojogos não seriam ainda uma brincadeira de crianças. O lançamento do modelo original, há três décadas, poucos anos depois de uma parceria entre a Sony e Nintendo se ter desintegrado, foi uma aposta arriscada. A Sega e a Nintendo dominavam o mercado das consolas no Japão e no resto do mundo, e as tímidas incursões no sector por outras marcas de produtos electrónicos, como a Panasonic ou a NEC, tinham falhado redondamente. Ken Kutaragi, o pai da PlayStation, não se deixou demover por estes fracassos. O lançamento no Japão, a 3 de Dezembro de 1994, ultrapassou todas as expectativas. E o lançamento no Ocidente, ao longo do ano seguinte, correu ainda melhor. Em 1996, na Europa e nos EUA, por cada Sega Saturn que era comprada, a Sony vendia duas consolas. A Nintendo 64, lan
Adeus, 2024. Olá, 2025. As festas de passagem de ano em Lisboa

Adeus, 2024. Olá, 2025. As festas de passagem de ano em Lisboa

Espumante, passas, cuecas azuis ou notas na mão... As superstições (ou tradições, se quiser) para a entrada no novo ano são consigo, mas nós podemos ajudá-lo a encontrar as melhores festas para celebrar esta noite em grande euforia com amigos e família. Na lista que se segue há muitas opções e são para todos os gostos: para os amantes de hip-hop, da música electrónica e muito mais. O melhor é reservar já um lugar numa destas festas antes que esgotem. Três, dois, um... Feliz ano novo! Recomendado: As melhores coisas para fazer este fim-de-semana em Lisboa

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Elias Rønnenfelt

Elias Rønnenfelt

Conhecemo-lo em 2011, quando os seus Iceage eram uma das mais entusiasmantes bandas da cena indie rock, cruzando o ADN pós-punk dos operários britânicos da Factory com a virulência indie e herdeira do hardcore dos pioneiros ianques da SST. Com o passar dos anos, porém, as arestas, as garras e os dentes dos dinamarqueses foram sendo limados. Amansaram. E mais amansou o vocalista Elias Rønnenfelt que, no ano passado, lançou Heavy Glory, um álbum de alt-country competente, como tantos outros. Esta quarta-feira, 19 de Fevereiro, vem apresentá-lo à Zé dos Bois. No entanto, estamos entusiasmados. Não pelo que levou os últimos anos a fazer, mas pelo que Lucre nos revelou. Largado no Youtube a 1 de Janeiro, e disponível desde a passada sexta-feira, 7 de Fevereiro, em todas as plataformas de streaming, este breve EP de sete faixas e 16 minutos é o melhor – porque o mais sanguíneo – trabalho a que o escandinavo emprestou a voz em mais de dez anos. Composto a meias com o enigmático Dean Blunt, é só indie-pop da boa, acústica e poída, com tanto de frágil como de estranho, não muito longe do que os Bar Italia fizeram na World Music do antigo cabecilha de Hype Williams. Vale a pena comprar bilhete na esperança de ouvir uma ou outra canção destas. Se tocar as sete? Pode ser o concerto do ano. Ainda por cima, na primeira parte, apresenta-se a solo Gabriel Ferrandini, transcendente baterista e compositor português que já colaborou com figurões internacionais como Alexander von Schlippenbach,
Ritmos y Poemas

Ritmos y Poemas

Conhecemos Lou Vives há uma porrada de anos, ainda adolescente, a descobrir a sua voz como cantautor, membro de Ninaz e da Xita Records, baterista de Vaiapraia. Entretanto sumiu de Lisboa e aprofundou a sua prática artística em Amesterdão, reaparecendo cá de vez em quando. Reencontramo-lo agora, em “Ritmos y Poemas”, a primeira exposição individual do seu trabalho em Portugal. Um trabalho visceral e interdisciplinar sobre vidas passadas e as memórias que nos legam, sobre fantasmas e identidades queer, para ver de 15 de Janeiro e 5 de Abril na Kunsthalle Lissabon. Numa das paredes, encontramos Optimism of the Will (2025), desenho em carvão efémero, que será apagado quando for desmontada a exposição. O seu traço é interrompido e escondido por alguns quadros da série The Drummer (2024), que reimaginam e ficcionalizam capas da revista gay homónima, publicada desde 1975. Num recanto, ouve-se A minha voz antiga (2017), gravação da voz adolescente do autor; enquanto ecoa pela galeria I was at a moment when everything was new (expanded version) (2025), adaptação espectral da peça para bateria e voz Ritmos y Poemas (2024) – fulcral e ausente do corpo expositivo; que foi tocada inauguração e vai ser repetida a meio e no encerramento –, co-produzida por CSX, vulgo Henrique Carvalho Lopes, também conhecido por casaxangai, outrora membro de MEIA/FÉ.
Comfort / Miana

Comfort / Miana

Com atitude e cadência punk e um som parido por entre os estilhaços do pós-punk mais esparso e dissonante, os irmãos Sean e Natalie McGhee fazem música honestamente vital. Daquela que parece ser uma questão de vida ou morte, e que provavelmente é mesmo, para ele e para ela, uma mulher trans. Escutar esta parelha de proletários de Glasgow é ouvir o dia-a-dia de cada vez mais povo espraiado em canções que versam sobre negócios sérios – questões de género, saúde mental, violência de classe e outros problemas sistémicos – com lírica engajada e sem rodriguinhos. Ainda a apresentar What’s Bad Enough? (2023), o seu primeiro álbum com o selo da venerável FatCat, estreiam-se nas Damas no primeiro de Fevereiro. Convém chegar cedo para conhecer ou rever, na primeira parte, a maravilhosa miana. Compositora de música ambiental e cantora de uma pop etérea e beatífica, a lembrar uma jovem Sallim, lançou recentemente as primeiras canções como Pérola, em duo com Bejafor, mas há mais pérolas pop polidas a solo e espalhadas pelo Soundcloud.
Misty Fest

Misty Fest

O Misty Fest volta a levar músicos de todo o mundo a vários pontos do país, de 1 de Novembro a 1 de Dezembro. Em Lisboa, os primeiros dois concertos estão marcados para 8 de Novembro, no Teatro São Luiz e no Capitólio onde tocam, respectivamente, Maria João & André Mehmari e Christian Löffler; e terminam a 29 de Novembro, no Village Underground, que recebe Manuel Fúria. Pelo meio há mais de uma dezena de espectáculos na capital, destacando-se a actuação do versátil trio de jazz inglês GoGo Penguin, com Daudi Matsiko na primeira parte, a 26 de Novembro, no CCB.
White Magic/ Maria Reis/ Lobster/ Fantasia/ DJ Marfox

White Magic/ Maria Reis/ Lobster/ Fantasia/ DJ Marfox

Por ocasião dos 30 anos, a Zé dos Bois está a desafiar velhos programadores para desenharem noites de cumunhão e celebração, lembrando o passado, apontando para o futuro. Sérgio Hydalgo tomou as rédeas da casa a 22 de Setembro; e este sábado, 26 de Outubro, é dada carta branca a Nélson Gomes, responsável pela programação entre 2003 e 2006, a partir de dada altura ao lado de Pedro Gomes. O alinhamento inclui uma reunião de Lobster, isto é, Guilherme Canhão e Ricardo Martins, na guitarra e na bateria, dedicados de corpo e alma ao mais salvífico alvoroço; também White Magic, projecto free-folk de Mira Billotte, que passou muitas vezes pela sala do Bairro Alto; e um concerto da indispensável Maria Reis, que ainda este ano soltou um brilhante Suspiro... A noite fecha com sets de DJ Marfox, padroeiro da batida de Lisboa e da editora Príncipe, co-fundada por Nélson, em 2011, com Pedro Gomes, Márcio Matos e José Moura; e de Fantasia, aliás de Nélson Gomes.
MEO Kalorama

MEO Kalorama

O último grande festival do Verão europeu tem argumentos de peso para nos levar ao Parque da Bela Vista pelo terceiro ano consecutivo. A começar pelos reunidos LCD Soundsystem e a adição de The Postal Service + Death Cab For Cutie, dois projectos de Ben Gibbard, que estão a comemorar os 20 anos de um par de clássicos indie. Não chega? Massive Attack, Sam Smith, Filipe Sambado, Glockenwise, The Kills, Jungle, Ana Moura, Yves Tumor, Soulwax e mais 40 bandas e artistas também vão passar pelo antigo recinto do Rock in Rio Lisboa entre quinta-feira, 29, e sábado, 31. Os horários dos concertos 29 de Agosto Palco MEO17.15 Mulleca XIII18.25 Ana Lua Caiano20.15 Massive Attack23.10 Sam Smith Palco San Miguel17.40 Monobloc19.10 Gossip22.00 Loyle Carner00.40 Peggy Gou Palco Lisboa18.00 Filipe Catto19.25 Vagabon22.00 Jalen Ngonda00.45 Filipe Sambado Palco Panorama17.00 Yizhaq19.00 Ketiov21.00 Kiddy Smile23.30 Cheriii 30 de Agosto Palco MEO17.00 Vilson18.35 Olivia Dean20.45 Jungle00.00 LCD Soundsystem Palco San Miguel17.45 Emmy Curl19.40 The Kills22.05 The Postal Service + Death Cab For Cutie01.35 Folamour (A/V) Palco Lisboa17.00 Unsafe Space Garden18.20 Glockenwise20.00 English Teacher23.00 Nation of Language00.30 Ezra Collective Palco Panorama17.00 Noia19.30 Merve22.00 CC:DISCO!00.30 Cormac 31 de Agosto Palco MEO17.00 Br!sa18.00 Cláudia Pascoal19.45 Ana Moura22.00 Raye00.30 Burna Boy Palco San Miguel17.15 Fabiana Palladino18.50 Luiza Lian20.55 dEUS23.30 Overmono01.50 Soulwax Palco Lisboa
CA Vilar de Mouros

CA Vilar de Mouros

Durante muito tempo, os Queens of the Stone Age foram os únicos artistas confirmados para este CA Vilar de Mouros. Contudo, a menos de um mês do concerto, foram forçados a cancelar a viagem, por motivos de saúde. Entretanto, já havia mais algumas confirmações, todavia a organização ficou sem o seu principal trunfo – e sem tempo para arranjar substitutos à altura. Ainda assim, o mais antigo festival de Verão português resiste. O primeiro dia, 21, originalmente reservado para a banda de Josh Homme, tem agora um cartaz exclusivamente português e entrada livre. Amália Hoje, Delfins, GNR, The Legendary Tigerman e Fogo Frio são os músicos arregimentados. Nos três dias seguintes, passarão pelo festival grupos como The Cult, Soulfly (22), Die Antwoord, Crystal Fighters (23), The Darkness e The Libertines (24), entre outros. O cartaz completo 21 de AgostoAmália HojeDelfinsGNRThe Legendary TigermanFogo Frio 22 de AgostoThe CultXutos & PontapésSoulflyMoonspellRamp 23 de AgostoDie AntwoordOrnatos VioletaCrystal FightersCapitão FaustoSulfur Giant 24 de AgostoThe DarknessThe LibertinesThe WaterboysDavid FonsecaVapors of Morphine Ainda há bilhetes? Quanto custam? Ainda há bilhetes para todos os dias. Os ingressos diários custam 50€, enquanto o passe geral, que dá acesso aos quatro dias do festival e ao campismo, custa 95€. A que horas abrem as portas do recinto? Se precisa mesmo de saber, às 16.00. Mas, se chegar no pico do calor, hidrate-se. Há objectos proibidos? Claro. Segundo a organiz
Bons Sons

Bons Sons

Depois de um ano de paragem, o Bons Sons prepara-se para voltar a encher a pequena aldeia de Cem Soldos de músicos e músicas portuguesas, entre 8 e 11 de Agosto – com a noite de quarta-feira, 7, reservada para a recepção aos campistas. Ana Lua Caiano, Club Makumba, Conferência Inferno, Gisela João, The Legendary Tigemran, Rafael Toral, Teresa Salgueiro, Unsafe Space Garden, Valete, Vaiapraia, MДQUIИД. ou a vencedora do Festival Termómetro 2023, Femme Falafel, são alguns dos nomes confirmados para esta edição. Destaca-se também o concerto musical Quis Saber Quem Sou, de Pedro Penim, com direcção musical de Filipe Sambado. Os horários dos espectáculos 7 de Agosto22.30 Hause Plants23.30 Hermanas Sisters 8 de Agosto14.30 Manuel Dordio15.30 Femme Falafel16.30 Diana Combo18.35 The Twist Connection19.40 Zarco20.45 Quis Saber Quem Sou23.00 Ganso00.00 Cláudia Pascoal01.15 Valete02.15 Sheri Vari 9 de Agosto14.30 Joana Guerra15.30 Malva16.30 Ambria Ardena18.20 Vaiapraia19.20 Estilhaços20.20 Solar Corona Elektrische Maschine21.30 Adiafa22.50 Gisela João00.10 Plasticine01.15 Club Makumba02.15 Mão na Anca 10 de Agosto14.30 Luísa Amaro15.30 Velhote do Carmo16.30 Fala Povo Fala19.00 emmy Curl20.00 Expresso Transatlântico21.10 Silk Nobre22.30 Edmundo Inácio23.50 Cara de Espelho01.10 Unsafe Space Garden02.10 Maria Callapez 11 de Agosto14.30 Rafael Toral15.35 Conferência Inferno16.30 A Azenha16.40 Coro da Cura18.45 Ana Lua Caiano19.50 Hélio Morais21.15 MДQUIИД.22.20 Teresa Salgueiro23.50 The Le
Sudoeste

Sudoeste

A MEO ainda se chamava TMN quando começou a patrocinar – e se tornou quase indissociável – do Festival Sudoeste, em 2005. Esta relação de 18 anos chegou ao fim em 2023 e não foi encontrado um novo patrocinador entretanto. Sem uma marca à ilharga pela primeira vez em mais de duas décadas, e com um orçamento reduzido, entre 7 e 10 de Agosto, a Música Coração vai levar à Zambujeira do Mar o elenco mais entusiasmante que reuniu nesta década. Vai do afrobeat de Tems (7) ao trap de Don Toliver (8) e Lil Yachty (10), passando pelo funk brasileiro de Anitta (9). As cerejas no topo do bolo são os portugueses Da Weasel, que tocaram na primeira edição, em 1997, e se reuniram há um par de anos. Encerram o palco principal, a 10 de Agosto. Os horários dos espectáculos 7 de Agosto Palco SW20.00 Bárbara Bandeira22.00 Matuê00.00 Tems02.15 Martin Garrix Palco JD18.30 Soraia Tavares21.00 Gama WNTD23.00 Teezo Touchdown Palco After01.15 Shaka Lion03.00 DJ Dadda04.30 DubVision 8 de Agosto Palco SW20.00 Van Zee22.00 Rich the Kid00.00 Don Toliver01.45 Charlotte de Witte Palco JD18.30 Pikika21.00 Pérola23.00 Chico da Tina Palco After01.15 Red Bull FrancaMente03.00 Holly04.30 Lusu 9 de Agosto Palco SW19.15 Oxlade21.00 Richie Campbell23.00 Anitta01.30 Kura Palco JD18.00 Yang20.15 Brazy22.00 Blaya Palco After01.00 Cíntia03.00 Blazy04.30 ZenGxrl 10 de Agosto Palco SW19.15 Mizzy Miles21.15 Lil Yachty23.15 Da Weasel02.15 Alok Palco JD18.15 Azart20.15 SleepyThePrince22.15 Kappa Jotta Palco After01.15 Pedro
Travis Scott

Travis Scott

Quem é Travis Scott? É uma das figuras mais mediáticas do hip-hop norte-americano. Nascido em Houston, no Texas, é rapper, cantor e produtor, mas não seria injusto pensar nele antes de mais como um curador. Desde a primeira mixtape, Owl Pharaoh (2013), que dezenas de outros artistas desfilam pelos seus discos. No último, Utopia, editado há um ano, são mais as faixas em que se escutam duas vozes além da sua – sete, ao todo – do que aquelas em que está sozinho – seis; tantas como aquelas em que há apenas um rapper ou cantor convidado. Não é raro encontrar tantos convidados num disco de hip-hop, mas poucos convocam nomes tão sonantes e díspares, de cantores indie ao cómico Dave Chapelle, passando pelos maiores figurões do trap, do r&b, até do reggaetón. Quem nunca ouviu a sua música conhece-o provavelmente pela relação com a ex-namorada Kylie Jenner, do clã Kardashian; ou pelo festival Astroworld, que organizou durante uns anos na sua cidade natal e acabou em tragédia, em Novembro de 2021, com uma dezena de mortos e milhares de feridos. É a primeira vez que vem a Portugal? Não. A estreia em Portugal aconteceu na MEO Arena, em 2018, durante o Super Bock Super Rock, pouco antes do lançamento de Astroworld. E voltou cá no ano passado, para um concerto no festival Rolling Loud, em Portimão. Pouco depois, lançou o álbum Utopia. Quando é que vamos voltar a vê-lo em Lisboa? Está quase. O rapper regressa à MEO Arena a 2 de Agosto, pelas 21.00. É o primeiro de três concertos consecutivos
Super Bock Super Rock

Super Bock Super Rock

O Super Bock Super Rock volta a instalar-se na Herdade do Cabeço da Flauta, no Meco, entre quinta-feira, 18 de Julho, e sábado, 20, com quase tanto hip-hop como rock na ementa. Måneskin, 21 Savage e Stormzy são os cabeças de cartaz do primeiro, do segundo e do terceiro dia, respectivamente. Destaca-se ainda a celebração dos dez anos do álbum Pesar o Sol, que os Capitão Fausto vão tocar de fio a pavio a 18 de Julho. E a reunião dos históricos Mind Da Gap, no último dia. A distribuição dos concertos 18 de Julho Palco Super BockMåneskinNina KravizTom MorelloRoyal BloodAlice Merton Palco Pull&BearCapitão FaustoWill Butler + Sister SquaresMarc Rebillet Palco SomersbyVictoriaAnna PriorNew Max 19 de Julho Palco Super Bock21 SavageBlack CoffeeSlow JMahalia Palco Pull&BearAminéMabelKenny Mason Palco SomersbyChromeoYen SungGryffin 20 de Julho Palco Super BockStormzyMind Da GapFisherVulfpeck Palco Pull&BearD4vdAnna CalviHause Plants Palco SomersbyPartiboi69Diana OliveraKneecap A que horas abrem as portas do recinto? Se precisa mesmo de saber, às 16.00. Mas, se chegar no pico do calor, hidrate-se. O recinto fecha às 04.00. Quanto custam os bilhetes? Ainda há? Há pois. E para todos os dias. Os bilhetes diários custam 72€. Ou 154€, se quiser ver os concertos no chamado golden circle. O acesso ao campismo tem um custo de 14€ por noite. Há ainda passes de três dias, com acesso ao campismo, à venda por 164€ (ou 174€ nos dias do festival). Quem não quiser acampar, poupa 10€. Por outro lado, es
Karol G

Karol G

Quem é Karol G? Basicamente, a primeira mulher a chegar ao primeiro lugar do top norte-americano com um álbum cantado em espanhol. Mañana Será Bonito, o tal disco, saiu em Fevereiro do ano passado e, desde então, lançou mais uma mixtape, ganhou três Grammy Latinos, incluindo o de Álbum do Ano, e foi nomeada para um Grammy.  Como é que convenceu os gringos a ouvi-la cantar em espanhol?  O mérito não é todo dela. A verdade é que cada vez mais pessoas falam espanhol nos Estados Unidos. E, de acordo com os últimos censos, nalguns dos mais populosos estados do país, a maior parte da população já se identifica como latina. É natural, por isso, que cada vez mais artistas cantem em espanhol – e tenham público.  Mas atenção: Mañana Será Bonito é mesmo especial. Ao longo das suas 17 canções, ouvimos a cantora colombiana a reunir os pedaços de um coração partido, enquanto reformula o reggaetón, colando-o a outros ritmos caribenhos e da América Latina. Com alguns dos mais requisitados produtores de música urbana ao seu lado – incluindo Tainy, habitual co-conspirador de Bad Bunny e um dos responsáveis pela reinvenção e reapreciação do reggaetón desde o final da década passada. E acompanhada pelas vozes de Shakira, Bad Gyal, Sean Paul e muitos outros. Quando é que se estreia em Lisboa, mesmo? No domingo, 7 de Julho, vamos ouvir as suas canções em Portugal pela primeira vez. A actuação começa às 19.30, as portas devem abrir uma hora antes, e não está anunciado nenhum nome para a

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Concurso Nacional de Cervejas Caseiras e Artesanais volta a realizar-se em Abril

Concurso Nacional de Cervejas Caseiras e Artesanais volta a realizar-se em Abril

No ano passado, não se realizou um Concurso Nacional de Cervejas Caseiras e Artesanais (CNCCA) no Outono, pela primeira vez desde 2016. Mas a organização anunciou logo em Novembro que, apesar do atraso, estava tudo bem. Este ano, a competição, promovida por Bruno Aquino e o Fórum Cervejas do Mundo, vai realizar‑se em Abril, na vila de Colares. Os entusiastas e profissionais do sector têm até sábado, 29 de Março, para inscrever as suas criações no site do concurso. As provas estão agendadas para sábado, 5 de Abril, no HopSin Brewpub, onde uma semana mais tarde, a 12, vão ser anunciados vencedores, em ambiente de festa. A apresentação do livro The Shape of Brewing, de Jorge Tomé, fundador e cervejeiro da Fermentage, inaugura as hostilidades, pelas 11.00. Segue-se, às 11.30, uma conversa sobre o mercado cervejeiro português, com moderação de Bruno Aquino. O programa continua à tarde, depois de uma pausa para almoçar. Pelas 15.00, há uma palestra sobre cervejas envelhecidas, por Teófilo Oliveira, fundador e cervejeiro da 5 e Meio; seguida de um quiz cervejeiro, a partir das 16.00; e mais uma palestra, desta feita sobre o mundo da tatuagem, com curadoria do estúdio Bang-Bang Tattoo. Por fim, às 18.30 serão anunciados os vencedores da 12.º edição deste concurso. Pelo meio, há breves DJ sets de El Chaparral.  E os vencedores serão... Além da melhor cerveja artesanal portuguesa de 2024, voltam a ser premiadas as melhores receitas caseiras, nas várias categorias: ale, lager, experimen
Lisboa é uma das dez cidades europeias onde as pessoas consomem mais MDMA

Lisboa é uma das dez cidades europeias onde as pessoas consomem mais MDMA

Poucas cidades europeias consomem tanto MDMA, per capita, como Lisboa. Esta é uma das conclusões do mais recente relatório Wastewater analysis and drugs – a European multi-city study, apresentado na quarta-feira, 19, pela European Union Drugs Agency (a Agência da União Europeia sobre Drogas, ou apenas EUDA). Juntamente com a Bélgica, a Chéquia e os Países Baixos, Portugal é um dos quatro países onde foi encontrada uma maior concentração desta substância – também conhecida como ecstasy quando é prensada em pastilhas – nas águas residuais. A análise foi feita pelo grupo SCORE, que desde 2011 elabora este estudo anual, apoiado pelo antigo Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência.  De acordo com as recolhas efectuadas entre Março e Maio de 2024, nos 24 países da União Europeia mais a Noruega e a Turquia, o aumento do consumo de MDMA, face a 2023, foi mais ou menos generalizado. A água de 128 cidades, incluindo Porto e Almada, além de Lisboa, foi analisada em busca de vestígios desta droga sintética, mas também de cocaína, cetamina, anfetamina, metanfetamina e canábis. E o consumo de cocaína e anfetaminas também subiu na maior parte das cidades. Já os vestígios de cetamina e de metanfetamina nas amostras foram semelhantes aos de 2023, crescendo nuns lados e descendo noutros para compensar.  Portugal em contracorrente O canábis, por outro lado, encontra-se em tendência decrescente na maior parte das cidades. Mas há excepções. Em Lisboa e Almada, por exemplo, consome-se
A revista ‘Vuyazi’ quer dar a conhecer novas vozes, este sábado, na Latte

A revista ‘Vuyazi’ quer dar a conhecer novas vozes, este sábado, na Latte

As revistas pareciam estar em vias de extinção. Ao longo da década passada, publicações históricas desapareceram das prateleiras para as suas redacções se focarem na informação online. Nos últimos anos, porém, algumas voltaram às prateleiras e outras saltaram da internet para as livrarias – a Pitchfork, referência maior do jornalismo musical online, tem agora uma edição física. E não param de surgir novos e interessantes projectos. Como a portuguesa Vuyazi, uma publicação feminista e bilingue que vai ser lançada este sábado, 15 de Março, na loja de streetwear Latte. A editora-chefe e directora criativa Flora Santo sempre adorou ler e “sonhava ter a própria revista”. A viver entre Lisboa e Paris, “trabalhava para a francesa Trax, mas infelizmente a revista fechou”. Tornou-se então freelancer e, com mais tempo livre, decidiu realizar o seu sonho. “Há praticamente um ano, comecei a falar com a graphic designer, a Filipa [Mendes, que partilha algum do seu trabalho na conta de Instagram Tropical Papayas], que para mim era a primeira etapa do projecto, pois era uma parte central da revista”, recorda. “Nos meses seguintes comecei a realizar as etapas mais administrativas, jurídicas, e a falar com pessoas que conhecia, para ver quem tinha interesse em participar”, continua a fundadora da Vuyazi, cujo nome foi retirado de uma história da escritora moçambicana Paulina Chiziane – a quem pediu autorização para o usar. “A partir de Junho ou Julho, a coisa começou a andar. Em Outubro, Nove
O Roterdão tem de fechar mais cedo este fim-de-semana. E apela à solidariedade

O Roterdão tem de fechar mais cedo este fim-de-semana. E apela à solidariedade

O Roterdão é um daqueles sítios com que, normalmente, podemos contar. Quando a maior parte dos bares no Cais do Sodré e arredores fecham, continua de portas abertas – até às 04.00, de domingo e quarta-feira; até às 05.00, na quinta; e até às 06.00, no fim-de-semana – e pronto para receber quem ainda não está pronto para ir para a cama. Este fim-de-semana, porém, não poderemos contar com ele. O clube da rua cor-de-rosa foi forçado a fechar mais cedo e pede o apoio dos clientes. A restrição temporária de horário foi comunicada à gerência no passado sábado, 8 de Março, de acordo com a dona, Ana Paula Afonso. Mas esta história não começa aqui. Começou a 1 de Fevereiro, por volta das 23.10, lembra. "Eu não estava no Roterdão, mas ligaram-me a dizer que a polícia tinha estado lá", recorda a gerente. "Às 23.00 o bar devia estar aberto, mas nessa noite não estava ainda. Estávamos a montar o balcão e a preparar a esplanada. E, apesar de já estar lá o DJ, os decibéis eram equivalentes ao período da limpeza." Na rua, as pessoas estavam à espera que o bar abrisse, quando uns clientes ignoraram a cancela, que "esteve sempre fechada", e se dirigiram à sala. "E a primeira coisa que dizem é que a cortina não pode estar aberta." Os funcionários, garante, pediram aos supostos clientes para regressarem mais tarde, porque "o bar ainda não estava aberto". De acordo com os testemunhos, "a resposta foi imediata: vão ser multados à grande". Só aí é que perceberam que "os clientes" eram polícias à pa
Tim volta a cantar as suas histórias no Cinema São Jorge no início de Abril

Tim volta a cantar as suas histórias no Cinema São Jorge no início de Abril

Poucas pessoas no rock português hão-de ter tantas histórias e canções para cantar como António Manuel Lopes dos Santos, o Tim dos Xutos & Pontapés. Ele tem noção disso. Foi para as recordar que, entre o fim de 2023 e o começo de 2024, acampou no Cinema São Jorge. E que lá vai voltar entre quinta-feira, 3 de Abril, e domingo, 6. Os concertos de Lisboa integram-se numa digressão começada em Mafra, no início deste ano, também com passagem pelo auditório do Círculo Católico de Operários do Porto entre 27 e 30 de Março. Segue, mais tarde, para outros pontos do país. O formato não vai ser muito diferente do que testou há um ano e picos. Um misto de retrospectiva de mais de 40 anos de estrada e uma vida dedicada ao rock, em que as músicas vão sendo acompanhadas por histórias da sua época ou do seu parto. “Escolhi as canções que para mim são significativas do Rio Grande; as canções da Resistência que acho bem e que posso cantar; tive especial atenção à primeira fase dos Xutos & Pontapés, quando começo a escrever, depois da saída do Zé Leonel; depois tenho um bocado mais sobre os Xutos, com especial atenção aos últimos discos e ao desaparecimento do Zé Pedro”, partilhou então com a Time Out. “Mas em todos os concertos quero ter um ou dois temas de um disco específico dos Xutos.” Cinema São Jorge. 3-5 Abr (Qui-Sáb). 21.30. 6 Abr (Dom). 17.00. 25€ 🏖️ Já comprou a Time Out Lisboa, com 20 viagens para fazer em 2025? 🏃 O último é um ovo podre: cruze a meta no Facebook, Instagram e What
Um Sónar consolidado vai fazer do Parque Eduardo VII uma enorme pista de dança

Um Sónar consolidado vai fazer do Parque Eduardo VII uma enorme pista de dança

Mostrar a cena electrónica local ao resto do mundo. Passados quatro anos, de acordo com o co-director do Sónar Lisboa, o catalão Enric Palau, este continua a ser o grande objectivo deste festival, que se realiza entre 11 e 13 de Abril, no Parque Eduardo VII. “A nossa intenção não é replicar exactamente o modelo [de Barcelona]”, diz. “Mas que tenha a sua própria identidade, em termos de formato e de conteúdo artístico.” Uma diferenciação que passa pela “utilização de espaços tão atraentes como o Pavilhão Carlos Lopes e arredores”, e é condicionada pela menor dimensão desta encarnação nacional – vão actuar cerca de 120 artistas em Barcelona, enquanto em Portugal são menos de 50, e muitos já trabalham aqui. “Lisboa tem uma identidade cultural e musical própria, enformada pela diásporas africana e sul-americana”, defende Enric. “E isto confere um carácter [único e] muito interessante ao festival.” Por isso, a organização pediu a três colectivos e editoras locais, a Príncipe, o Dengo Club e a Enchufada, para desenvolverem “um programa poliédrico e diversificado de música urbana actual [a partir] do prisma lisboeta, mas ligado a outras latitudes”.  DRDJ Caring b2b Dexter A proposta mais arrojada é a da Príncipe, que programa um dos palcos no sábado, 12, durante a tarde, em colaboração com a Tra Tra Trax. É algo que os cabecilhas editora de electrónica colombiana “estão a tentar fazer há anos, porque a Príncipe é a label favorita de todos eles”, de acordo com Carin Abdulá, da agên
Brazilians Criolo and Bruno Berle join the Coala Festival line-up

Brazilians Criolo and Bruno Berle join the Coala Festival line-up

The second Portuguese edition of Coala Festival is shaping up nicely, with two more big names from the Brazilian music scene joining the lineup: Criolo and Bruno Berle, both set to perform on June 1st. Criolo has long been a defining figure in Brazilian music, seamlessly blending hip-hop, samba and electronic sounds, while also carving out a career in film. His latest album, Sobre Viver, saw him sell out two nights at Lisbon’s Musicbox last autumn. Bruno Berle might not be a household name just yet, but he’s one of Brazil’s most intriguing and distinctive singer-songwriters. He made his Portugal debut in 2024 to a packed crowd at Lisa, barely a month after releasing No Reino dos Afetos 2 - a stunning mix of Brazilian rhythms, indie influences and global electronic sounds. Founded a decade ago in Brazil, Coala Festival returns to Portugal on May 31st and June 1st, taking over Cascais’ Hipódromo Manuel Possolo for a weekend celebrating Lusophone music. His songs were first heard in Lisbon on the night of May 22nd, and just six months later, they were back - this time on a bigger stage at B.Leza. For this special reunion with the Portuguese audience, the singer-songwriter from Alagoas formed a band just for the occasion, bringing together his trusted collaborator Batata Boy with Portuguese musicians Diogo Rodrigues (Ganso), Femme Falafel, Rapaz Ego, and Salvador Seabra (Capitão Fausto). Two Days Sung in Portuguese The second Portuguese edition of the Coala Festival, founded
Os brasileiros Criolo e Bruno Berle reforçam o cartaz do Coala Festival

Os brasileiros Criolo e Bruno Berle reforçam o cartaz do Coala Festival

As linhas com que se vai coser a segunda edição portuguesa do Coala Festival estão cada vez mais definidas. Os mais recentes nomes a juntarem-se a esta celebração da lusofonia são os brasileiros Criolo e Bruno Berle. Actuam ambos a 1 de Junho. O primeiro é um nome cada vez mais incontornável da música brasileira, com uma carreira paralela à frente das câmaras de cinema. Um artista que começou por fazer hip-hop, mas não tardou a integrar o samba e outras tradições brasileiras num corpo de trabalho em constante mutação, moldado também pelas electrónicas. No último Outono, à boleia do álbum Sobre Viver, esgotou duas vezes o Musicbox. O nome de Bruno Berle (ainda) não é tão sonante, porém é um dos mais singulares e valorosos cantores e compositores que saíram do Brasil nos últimos anos. Estreou-se ao vivo em Portugal em 2024, perante uma sala Lisa apinhada, pouco mais de um mês depois da edição do álbum No Reino dos Afetos 2, salvífica moqueca de ritmos brasileiros e outras músicas do sul global, de formas indie e electrónicas gringas. As suas canções ouviram-se, em Lisboa, pela primeira vez na noite de 22 de Maio, e estavam a ser tocadas de novo passado meio ano, num palco maior, no B.Leza. A banda, criada de propósito para este reencontro com o público nacional, juntou o cantautor alagoano e o seu fiel escudeiro, Batata Boy, aos portugueses Diogo Rodrigues (Ganso), Femme Falafel, Rapaz Ego e Salvador Seabra (Capitão Fausto). Dois dias cantados em português A segunda
Sucessivas fiscalizações têm levado ao cancelamento de festas. Perdemos todos

Sucessivas fiscalizações têm levado ao cancelamento de festas. Perdemos todos

A noite de 8 para 9 de Fevereiro era de festa. A CURVS, celebração tendencialmente queer de todos os corpos e identidades de género, que se realiza desde o começo de 2023 no Planeta Manas, fazia dois anos. Estava a começar a performance da artista Keyla Brasil e, na pista, os corpos dançavam e aproximavam-se quando duas pessoas invadiram a sede da associação cultural Mina, no Prior Velho. “Dada a violência com que chegaram e por vermos uma arma, pensámos que era um assalto”, comunicaram. Até que chegaram as carrinhas do corpo de intervenção da Polícia de Segurança Pública (PSP). Outra vez. A edição anterior da CURVS, a 20 de Dezembro, também tinha sido visitada pela polícia, que ficou à porta. “Como é nosso direito, negámos a entrada e pedimos para falar com o responsável no exterior da associação. Ao fim de mais de uma hora a impedir a entrada de qualquer um na associação, ameaçaram com revistas ilegais às dezenas de pessoas associadas que estavam na rua”, relataram então. E já na altura isto não era uma novidade. Dois meses antes, a 18 de Outubro, a rodagem do filme Noite em Branco, da produtora Terratreme, no mesmo espaço associativo, também foi impedida por uma acção policial. Há um padrão? Nas redes sociais, alguns associados e artistas interrogam-se sobre as razões destas violações do princípio da liberdade associativa consagrado no artigo 46.º da Constituição da República Portuguesa. Fala-se em homofobia e motivos de ordem moral – muitos dos sócios da Mina pertencem à
‘Citizen Sleeper 2’ procura novos começos num universo em crise. Como o nosso

‘Citizen Sleeper 2’ procura novos começos num universo em crise. Como o nosso

★★★★★ Parece mais do mesmo, inicialmente. Um andróide, escravizado, foge do seu proprietário e tenta sobreviver num futuro distópico, tal como em Citizen Sleeper (2022). O interface deste conto de ficção científica e jogo de tabuleiro virtual é familiar e minimalista; mecanicamente, é um misto de simulação de sobrevivência e de romance visual, como o título anterior, mais uma vez. Não tardam, contudo, a ser introduzidas novas mecânicas e sistemas, que alargam o escopo de Citizen Sleeper 2: Starward Vector e fazem dele uma experiência mais entusiasmante e complexa; menos romance visual e mais um jogo narrativo de interpretação de papéis (ou RPG, para atalhar caminho e poupar latim). Gareth Damian Martin, jornalista e designer responsável pelos estúdios Jumper Over The Age, não gostou de ver o título anterior descrito como um “romance visual” em grande parte da imprensa – incluindo na Time Out Lisboa – e fez questão de que a sequela fosse mais complexa e memorável, com diferentes sistemas interconectados e uma componente lúdica mais vincada. O universo em que decorre a acção pode ser o mesmo, a premissa inicial e as mecânicas idem; no entanto, agora, há muito mais que fazer em cada ciclo e uma galáxia para explorar. A qualidade da prosa e as ambições temáticas são ainda maiores. O Citizen Sleeper original era uma meditação alegórica sobre a precariedade e as consequências da austeridade económica que assombrou o ocidente na década passada. Este segundo é uma par
Monkey Mash celebra o sexto aniversário com bartenders internacionais ao balcão

Monkey Mash celebra o sexto aniversário com bartenders internacionais ao balcão

O Monkey Mash, bar de cocktails de Emanuel Minez e Paulo Gomes, faz seis anos em Março e vai receber convidados de peso na terça-feira, 11, e na quarta-feira, 12. “Vêm da Bélgica, Dinamarca, Grécia, Suécia e Espanha, e são alguns dos melhores bartenders do mundo”, lê-se num comunicado enviado às redacções. O grande destaque das festividades é a presença em Lisboa de Nikos Bakoulis, a 11 de Março, entre as 22.30 e as 00.30. Com uma abordagem inovadora à coqueteleria, é um dos cabecilhas do ateniense Line, considerado o sexto melhor bar do mundo (e o terceiro melhor da Europa) pelos eleitores de The World's Best 50 Bars. Na primeira noite, vai ainda ser possível provar as receitas servidas por Ran Van Ongevalle, do premiado Bar Ran Van, em Bruges; e as reinterpretações de cocktails clássicos por Harry Bell, do Bird, em Copenhaga. Já no dia 12, também das 22.30 às 00.30, vamos conhecer as criações de Hedda Bruce, responsável pelo Tjoget, em Estocolmo; e de Mario Villalon, o inovador barman à frente do madrileno Angelita. E isto é só o princípio “Serão dois dias de festa dedicados ao melhor da mixologia [mundial], nos quais, para além de assinalarmos o aniversário do nosso Monkey Mash, queremos criar momentos de partilha, de troca de ideias e de convívio”, nota Paulo Gomes, também responsável pelo speakeasy Red Frog, prestes a completar dez anos, e pelo 18.68. “Recebermos em Lisboa alguns dos nomes mais importantes da coquetelaria internacional tem sido uma aposta constante nos n
Panda Bear: “Aproveitem cada dia. Imploro-vos”

Panda Bear: “Aproveitem cada dia. Imploro-vos”

Os anos parecem não passar por Noah Lennox, o Panda Bear dos Animal Collective. A viver há 20 anos em Lisboa, continua a falar e a fazer música com o mesmo entusiasmo que tinha quando se mudou para cá, com 25 anos. Ou quando lançou o primeiro álbum, em 1999, no que diz ser a sua “pré-história” artística, quando ainda “estava só a imitar coisas de que gostava”. Antes de viajar para os Estados Unidos, onde se encontra em digressão,  estivemos à conversa nos escritórios da Popstock, que distribui os discos da Domino, entre outras editoras, em Portugal. O mais recente, Sinister Grift, foi co-produzido por Panda Bear e Joshua Dibb – mais conhecido como Deakin, que toca com ele em Animal Collective – e acaba de ser editado em todo o mundo. Este álbum, luminoso e orgânico, vai ser apresentado ao vivo no Capitólio a 20 de Março, uma quinta-feira. No dia seguinte, Noah e a banda que agora o acompanha ao vivo, composta pelo baixista Tim Koh (ex-Ariel Pink’s Haunted Graffiti) e os música portugueses Maria Reis e Tomé Silva, sobem até ao Theatro Circo, em Braga, e uma semana depois, a 28, descem até ao Teatro das Figuras, em Faro.   Qual é o logro sinistro que dá o nome ao disco?É esta ideia de que, se formos suficientemente cuidadosos e espertos, se agirmos e planearmos as coisas de uma determinada maneira, podemos evitar arrepender-nos, cometer erros, causar dor aos outros e a nós próprios. Esse é o logro sinistro, de acordo com o álbum. Musicalmente, no entanto, é capaz de