Quis ser médica, modelo (comprovam-no os desfiles na rua que fazia aos cinco anos) e até uma estrela da pop. Depois, cresceu e percebeu que era a escrever que ia traçar o seu caminho. Queria formar-se em jornalismo, mas acabou licenciada em Estudos de Cultura e Comunicação pela FLUL, onde ganhou um gosto especial pela arte e cultura. Em 2023, à boleia de um estágio, caiu de pára-quedas na Time Out e por cá continua (enquanto ninguém a mandar embora). Actua em várias frentes, não dispensa um almoço num restaurante acabado de abrir ou a ida a uma loja por estrear, mas é ao teatro que ela gosta de ir. Ora vai à ópera, ora vai a uma daquelas peças conceptuais em que não percebe nada. Houvesse tempo, por ela, ia ver tudo.

Beatriz Magalhães

Beatriz Magalhães

Jornalista

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As melhores peças de teatro no Porto para ver em Abril

As melhores peças de teatro no Porto para ver em Abril

Todos os meses há bons espectáculos para ver no teatro e, o mais importante, é que há peças para todos os gostos e feitios. Quer seja no Teatro Nacional São João ou nos pólos do Teatro Municipal do Porto, no Sá da Bandeira ou, um bocadinho mais longe, no Theatro Circo e no CCVF, encontra aqui uma selecção de peças de teatro a não perder no Porto e arredores. Das maiores produções às mais pequenas, das mais consensuais às mais controversas, das mais conhecidas às mais desconhecidas, alguma haverá de lhe encher as medidas. Bom espectáculo!  Recomendado: Exposições a não perder no Porto
‘Blackface’ e mais peças de teatro para ver esta semana

‘Blackface’ e mais peças de teatro para ver esta semana

Há teatro para rir, para chorar, para pensar e para ouvir. Há teatro para amar intensamente e para odiar de morte, e ainda teatro para gostar assim-assim. Para os mais melodiosos, o teatro de revista e o teatro musical. E ainda há os bailados e a dança contemporânea. Na dúvida, é escolher uma e depois logo se vê. Pode ser que se torne fã e fique com vontade de voltar. O pior que pode acontecer é ter de esperar pelas nossas recomendações da semana seguinte. Para já, fique com as melhores peças de teatro para ver no Porto e arredores.  Recomendado: As peças de teatro no Porto para ver em Abril 
‘Úlulu’ e mais peças de teatro para ver esta semana

‘Úlulu’ e mais peças de teatro para ver esta semana

Não precisa de procurar mais por peças de teatro para ver esta semana. Aqui, damos-lhe muitas e boas sugestões. Não precisa de ir a todas, mas cuidado – é que algumas produções têm temporadas curtas e esgotam rápido, sejam elas reposições há muito aguardadas ou estreias, obras de companhias nacionais ou digressões estrangeiras. Espreite a nossa lista e planeie a agenda dos próximos dias. E como mais vale prevenir que remediar, também lhe damos as peças que vão estar em cena nos próximos meses, para garantir lugar antes que esgote.    Recomendado: As melhores peças de teatro em Lisboa para ver em Abril
As melhores peças de teatro em Lisboa para ver em Abril

As melhores peças de teatro em Lisboa para ver em Abril

Em Lisboa, não faltam opções para ir ao teatro, muitas delas com preços bem apetecíveis (olá, dia do espectador). E algumas estão tão pouco tempo em cena que é preciso correr, já que nunca se sabe se (e quando) são repostas. Entre companhias históricas e emergentes, encenadores e actores conhecidos e outros que ainda estão a tentar conquistar lugar, encontra-se um generoso conjunto de peças de teatro e de dança. Aqui ficam as nossas sugestões do que se vai poder ver este mês, para que a escolha seja mais fácil.   Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa esta semana
Ler no feminino: sete livros escritos por mulheres a não perder

Ler no feminino: sete livros escritos por mulheres a não perder

Celebramos sempre as mulheres, mas em Março há que celebrá-las ainda mais. Por isso, fomos à caça dos novos lançamentos de livros, escritos exclusivamente por mulheres, que não deve passar ao lado. Tanto de autoras consagradas, vencedoras de prémios internacionais e aclamadas pela crítica, como de autoras que estão agora a dar os primeiros passos na ficção. Nesta lista com os mais recentes livros a não perder, encontra um pouco de tudo: histórias distópicas ou que se passam fora deste mundo, histórias sobre o que é crescer ou sobre o amor e as relações que cultivamos. Boas leituras. Recomendado: Livros com histórias de mulheres reais que tem de ler 
Coisas para fazer no Carnaval em Lisboa

Coisas para fazer no Carnaval em Lisboa

A vida são dois dias, o Carnaval são três. Já todos sabemos. Mas o que nem todos sabem é o que fazer ou onde ir para aproveitar esta quadra. É aí que nós entramos. Nesta lista com as melhores coisas para fazer este Carnaval em Lisboa, vai encontrar desde os clássicos desfiles em que as máscaras são mais do que obrigatórias aos programas de comida, de karaoke ou até de música clássica. Quer seja disfarçado ou de cara lavada, quer seja no meio da pista de dança ou sentado à mesa, há muito Carnaval para celebrar.   Recomendado: Já sabe o que vai fazer aos miúdos no Carnaval?
Siga estes desfiles de Carnaval em Lisboa

Siga estes desfiles de Carnaval em Lisboa

É verdade que o nosso Carnaval fica um pouco aquém das históricas e pujantes celebrações de Ovar, da Madeira ou de Torres Vedras (nossos ricos vizinhos) – e nem vamos falar do que acontece todos os anos em Veneza ou no Rio de Janeiro. Mas em Lisboa, embora algumas tradições tenham ficado pelo caminho, ainda há foliões suficientes, e de todas as idades, que vão sair à rua para celebrar o entrudo. Agora, vista a sua melhor ou pior roupa para assinalar a efeméride e junte-se a estes desfiles de Carnaval em Lisboa. Recomendado: Coisas para fazer no Carnaval em Lisboa
Das distopias aos musicais. Este é o teatro a não perder nos próximos meses

Das distopias aos musicais. Este é o teatro a não perder nos próximos meses

Não tenha dúvidas: a agenda da cidade está cheia de peças apetecíveis que surgem tanto pela mão de companhias já com provas dadas como à boleia de novos talentos. Para não ficar perdido no meio de tanta oferta, fomos à procura das peças de teatro e de todos os outros espectáculos performativos, desde a dança contemporânea ao bailado clássico, que não deve mesmo perder nos primeiros meses do ano em Lisboa. Alguns ficam apenas alguns dias em cena e outros esgotam num ápice, por isso há que ser rápido.   Recomendado: As peças de teatro para ver esta semana em Lisboa
Está na altura de cortar o cabelo? Conheça os novos cabeleireiros em Lisboa

Está na altura de cortar o cabelo? Conheça os novos cabeleireiros em Lisboa

Quantas vezes sentimos que um corte de cabelo poderia ser a solução para um desgosto amoroso? Ou para todos os problemas que nos apoquentam? Por isso, escolher um cabeleireiro nunca é só escolher um cabeleireiro – é decidir sobre o próprio destino com um par de tesouradas – e havendo uma mão cheia de novos espaços na cidade, a tarefa só pode sair facilitada. Dos que tratam apenas o cabelo aos que descem pelo resto do corpo (até chegar aos pés), tome nota dos novos cabeleireiros em Lisboa. Recomendado: Para quando a próxima manicure? Oito sítios para fazer as unhas em Lisboa
Ano Novo Chinês em Lisboa: o que comer e o que fazer

Ano Novo Chinês em Lisboa: o que comer e o que fazer

Para quem celebra a entrada no novo ano na passagem de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro, fique a saber que o Ano Novo Chinês se faz de maneira diferente. Não há 12 badaladas, muito menos 12 passas e champanhe. Começa a 29 de Janeiro, dia em que tem início um novo ano lunar, desta vez sob o signo da serpente. As celebrações têm lugar ora à volta da mesa, ora num museu, em oficinas e visitas. Nas ruas, a data também não passa em claro – há um desfile e um mercado de artesanato e gastronomia.     Recomendado: Os melhores restaurantes chineses em Lisboa   
Os 20 melhores sítios para estudar em Lisboa

Os 20 melhores sítios para estudar em Lisboa

Precisa de redobrar a atenção, silêncio, conforto, luz e de ver pessoas bem comportadas à sua volta? Há disso em Lisboa. Ou prefere trocar o ambiente de biblioteca pelo burburinho de fundo, o som da máquina do café e o vaivém de outras gentes? Também há disso em Lisboa. Pusemo-nos no lugar de um estudante e partimos à descoberta dos melhores sítios para queimar pestanas na cidade. Do café simpático com bolos à biblioteca de um palácio, eis 20 sítios para estudar em Lisboa. Prepare-se para ser o melhor do curso. Recomendado: Dos códices e incunábulos ao Harry Potter: uma viagem pelas bibliotecas em Lisboa
Dez livrarias estrangeiras para espreitar em Lisboa

Dez livrarias estrangeiras para espreitar em Lisboa

Lisboa é uma cidade do mundo. O que não falta por aí são projectos com gente de outras paragens ao comando. Se está com vontade de ler literatura estrangeira e dar à língua noutra língua, mas quer evitar as grandes superfícies, há muito por onde escolher. Com selecções em inglês, italiano, francês ou alemão, há livrarias estrangeiras – ou metade portuguesas, metade estrangeiras – para todos os gostos. Da Salted Books à Nouvelle Librairie Française, nenhum leitor que se preze vai querer perder estas dez livrarias estrangeiras.  Recomendado: Para entrar e folhear, estas são as melhores livrarias em Lisboa

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Monsanto Fest

Monsanto Fest

A 7.ª edição do Monsanto Fest assinala os 90 anos do Parque Florestal do Monsanto e, durante quatro dias, tem planeados passeios, piqueniques e concertos. Este ano, o festival junta as Juntas de Freguesia de Alcântara, Benfica, Campolide e da Ajuda e acontece em vários lugares, como na pista de radiomodelismo de Monsanto, onde tomam lugar os concertos, actuações musicais e ainda a transmissão do jogo de Portugal contra França para o Euro 2024. A entrada custa 5€ e inclui uma bebida. Abaixo, encontra toda a programação do festival.  O cartaz e os horários  4 de Julho, quinta-feira18.00 DJ Sun Set20.30 Califlow22.30 Tributo Popular 5 de Julho, sexta-feira 12.30 Piquenique15.00 Green Talent Monsanto18.00 Passeio Nocturno no Monsanto20.00 Transmissão em directo do jogo Portugal-França22.00 Monsanto Hip Hop Sessions com DJ Big, Sam The Kid, Phoenix RDC e XEG 6 de Julho, sábado09.30 Open Day Desportivo no Miradouro dos Montes Claros10.00 Passeio Cultural com Guia Famílias "90 anos de Monsanto" no Instituto Superior de Agronomia15.00 Foto-papper Família na pista de radiomodelismo17.00 Lisboa on Top – Subida à Torre do Galo18.00 Roda de Samba20.00 Tributo a Radiohead22.00 Prata da Casa00.00 Noise Dolls Club 7 de Julho, domingo09.30 Monsanto Run Fest 12.00 Mega Piquenique no Parque de Merendas da Vila Guiné 16.00 Pagode in Paradise 18.00 Tributo a Mamonas Assassinas21.00 O Pagode do Elias   Como chegar Se é da música que vai à procura em Monsanto, saiba que há várias formas de chegar

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12 anos, 12 noites. ‘Deixem o Pimba em Paz’ celebra aniversário no Maria Matos

12 anos, 12 noites. ‘Deixem o Pimba em Paz’ celebra aniversário no Maria Matos

O Deixem o Pimba em Paz está de regresso aos palcos. Este ano, o projecto faz 12 anos e, para celebrar, vai fazer 12 apresentações no Teatro Maria Matos.  Entre 24 de Junho e 16 de Julho, Bruno Nogueira, Manuela Azevedo, Filipe Melo, Nuno Rafael e Nelson Cascais voltam a juntar-se para dar ao pimba um som diferente, indo buscar inspiração ao jazz e à pop. "A mim sempre me fascinou o universo pimba. Por inteiro, com as suas letras, músicas, roupas, coreografias, etc.... Este espectáculo propõe-se a dar outra vida a essas canções, juntando músicos que fizeram arranjos de jazz e pop onde eles eram pouco prováveis. Assim, aparece Manuela Azevedo [vocalista dos Clã], para juntos darmos voz a esses temas", diz Bruno Nogueira, citado em comunicado. O espectáculo, que se apresentará ao longo de 12 noites, contará com 12 convidados. As músicas de Quim Barreiros, Ágata, Marante ou Marco Paulo são aquelas que todos conhecemos. "Não é por acaso que numa festa na Quinta do Lago, aos primeiros acordes de uma música do Quim Barreiros, haverá uma debandada de berloques a correr para a pista de dança e a cantar o refrão em alegre e alta voz. O mesmo irá acontecer se, no meio de um churrasco em Massamá, alguém arriscar a mesma música. Os berloques serão porventura menos, mas a alegre e alta voz que canta o refrão terá a mesma força", refere o humorista, na mesma nota. Deixem o Pimba em Paz nasceu em 2013 e percorreu todo o país, incluindo as ilhas da Madeira e dos Açores, tendo chegado também
‘Rent’ chega para nos dar “uma Nova Iorque dos anos 90 que podia ser Lisboa de 2025”

‘Rent’ chega para nos dar “uma Nova Iorque dos anos 90 que podia ser Lisboa de 2025”

Depois de se estrear em 1996, na Broadway, Rent tornou-se um dos musicais mais conhecidos do teatro musical. Como nunca tinha acontecido antes numa produção do género, a peça decidiu levar para palco questões que permeavam o quotidiano da comunidade LGBTQ nova-iorquina, nos anos 90. Da propagação da SIDA e do direito à habitação à precariedade à qual muitos artistas se viam sujeitos, Rent veio gritar (e cantar) a plenos pulmões sobre o que é tentar encontrar a felicidade, amizade e amor, ao mesmo tempo que se navega por uma vida condicionada, logo à partida, por tanto. No mesmo ano em que foi apresentado pela primeira vez, o espectáculo, escrito pelo dramaturgo e compositor Jonathan Larson e encenado por Michael Greif, foi galardoado com quatro prémios Tony e um Pulitzer, tendo sido, desde cedo, um sucesso. Depois de muito andar por salas de teatro desse mundo fora, chega ao Teatro Variedades, numa versão portuguesa produzida pela MTL (Musical Theatre Lisbon) e encenada por Sissi Martins. Estreia-se esta quarta-feira, 26 de Março, e fica em cena até ao dia 27 de Abril.   “O momento que nós vivemos é tão particular a nível mundial que este espectáculo é novamente muito urgente. Esta história tem de ser contada. Esta Nova Iorque dos anos 90 podia ser Lisboa de 2025”, começa por dizer Martim Galamba, um dos fundadores da MTL, ao lado de Sissi Martins e Rúben Madureira, e produtor do espectáculo, acerca da importância e razão pela qual a MTL quis trazer o musical a Portugal. “Não
Até Julho, há concertos, peças de teatro, oficinas e visitas guiadas no Montijo

Até Julho, há concertos, peças de teatro, oficinas e visitas guiadas no Montijo

A partir de Abril, e até Julho, a Companhia Mascarenhas-Martins tem para apresentar novos concertos, espectáculos e oficinas na Casa da Música Jorge Peixinho. Os destaques vão para os concertos de Joana Espadinha e de Teresinha Landeiro e para o espectáculo de Sara Inês Gigante.  A programação, que se desenrola no ano em que a companhia de Levi Martins e Maria Mascarenhas celebra uma década, arranca no dia 4 de Abril, com um espectáculo do percussionista Tiago Manuel Soares. No dia seguinte, o músico conduz uma oficina de percussão, de entrada gratuita. A música continua no dia 11, com um concerto de Joana Espadinha, que vai cantar temas do seu álbum Vergonha na Cara, que saiu em Abril do ano passado.  Em Maio, no dia 9, é a vez da fadista Teresinha Landeiro subir ao palco, com Para dançar e para chorar, de 2024, que recentemente foi reeditado para incluir duetos com António Zambujo ou Jota.pê. Dia 16, o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa homenageia a música de Jorge Peixinho e celebra o centenário do nascimento do compositor Luciano Berio. A 13 de Junho, actua o Euterpe Guitar Duo, composto por Pedro Baptista e Titus Isfan, que tocam obras originais de compositores como José Peixoto ou João Pimentel.  O teatro começa a 27 de Abril com uma criação da CENDREV – Centro Dramático de Évora, companhia que comemora 50 anos. Apresenta Autos da Revolução, que parte de um texto de António Lobo Antunes e que relata a experiência do 25 de Abril pelos olhos de sete personagens. A di
Morreu Luís Oliveira, editor e fundador da Antígona

Morreu Luís Oliveira, editor e fundador da Antígona

O editor e fundador da Antígona Luís Oliveira, morreu esta segunda-feira, 24 de Março, aos 85 anos. Descrito pela própria editora, em comunicado, como "dono de uma força imensa e de uma energia contagiante, fazia do mundo um 'espaço de encontros que visam o prazer e a construção de um lugar ameno, deleitoso e voluptuoso'", foi em Junho de 1979 que Luís Oliveira fundou a Antígona.  A editora deve o seu nome à figura mítica Sófocles e iniciou a sua actividade com a publicação de Declaração de Guerra às Forças Armadas e Outros Aparelhos Repressivos do Estado, de Custódio Losa. Ao longo dos seus anos na editora, "construiu um catálogo coerente, de língua de fora, centrado na crítica do mundo e um eterno elogio à inteligência dos leitores", tendo publicado obras de George Orwell, Guy Debord ou Graça Pina de Morais, pode ler-se na mesma nota. Actualmente, a Antígona, que não publica colecções, conta com mais de 400 títulos publicados, que procuram seguir uma ideia central e contribuir para a compreensão dos acontecimentos históricos que estão na origem das mudanças na sociedade e nas nossas vidas. A ministra da Cultura, Dalila Rodrigues, já expressou o seu pesar pela morte de Luís Oliveira. "Fundador da editora Antígona, Luís Oliveira dedicou a sua vida aos livros e ao pensamento crítico, cultivando o gosto pela palavra, pelo debate e pela liberdade", diz, citada em comunicado. A Antígona garante que o editor "dançou até ao fim". 🏖️ Já comprou a Time Out Lisboa, com 20 viagens p
“Mais acessível e democrático”. É o que espera ser a nova Sala Estúdio Valentim de Barros

“Mais acessível e democrático”. É o que espera ser a nova Sala Estúdio Valentim de Barros

Foi no antigo hospital psiquiátrico Miguel Bombarda que Valentim de Barros esteve internado ao longo de quase cinco décadas. Foi o primeiro bailarino português a internacionalizar-se, mas passou a maior parte da sua vida aprisionado neste estabelecimento, porque era homossexual, o que, até 1990, era considerado uma doença mental. Chegou a ser submetido a uma leucotomia e acabou por morrer no dia em que recebeu alta, em 1986. Agora, no mesmo lugar onde Valentim esteve internado todos aqueles anos, nasce a Sala Estúdio Valentim de Barros – uma nova sala de espectáculos na cidade, que procura homenagear o seu legado.  A sala, que ocupa um antigo telheiro do hospital, encerrado desde 2011, insere-se nos Jardins do Bombarda, inaugurados em Junho do ano passado. O projecto ocupa parte do edificado do Miguel Bombarda (para o qual está previsto um futuro projecto imobiliário) e é dinamizado pela cooperativa LARGO Residências, em parceria com a Estamo, a entidade pública que gere o património imobiliário nacional. A associação mudou-se para este espaço depois de ter sido obrigada a abandonar o Quartel do Largo do Cabeço de Bola, onde operou durante dois anos após ter saído do Largo do Intendente, que tinha ocupado nos 11 anos anteriores. Rita ChantreSala Estúdio Valentim de Barros de fora Os Jardins do Bombarda, que acolhem vários projectos artísticos, além de um restaurante, um bar e um pinhal, chegam agora à sua última fase de reabilitação com a inauguração da Sala Estúdio Valenti
Barcelos vai receber primeira edição dos Prémios do Teatro Amador Europeu

Barcelos vai receber primeira edição dos Prémios do Teatro Amador Europeu

A primeira edição dos Gil Vicente – Prémios do Teatro Amador Europeu vai acontecer sábado, dia 29, no Theatro Gil Vicente, em Barcelos. A gala inclui a apresentação de A Felicidade Roubada, da companhia Malanka Theater.  "Esta cerimónia foi especialmente criada para celebrar a originalidade, a criatividade e o compromisso no teatro amador na Europa", afirma, em comunicado, Cândido Sobreiro, director da companhia Teatro de Balugas, responsável por atribuir os prémios.  Há três categorias a premiar: Melhor Texto Original, que procura galardoar um texto de teatro original de autor(es) não profissionais encenado por uma companhia de teatro amador europeia e que tenha sido apresentado fora de Portugal em 2024; Melhor Projecto Artístico, destinado a um grupo ou companhia de teatro amador que se tenha distinguido pelo seu projecto artístico em 2024; e Melhores Causas Teatrais, a pensar numa iniciativa ou evento conjunto de dois ou mais países europeus que contribua para o desenvolvimento sustentável, coesão cultural, inclusão social e cidadania artística activa. Os nomeados tiveram de submeter a sua candidatura até 23 de Fevereiro.  A cerimónia começa às 21.30, no próximo sábado, e vai contar com a apresentação de uma peça da companhia ucraniana Malanka Theater – A Felicidade Roubada. Baseado no texto de Ivan Franko, o espectáculo conta com direcção de Gio Pachkoriya e coreografia de Marta Hanna. Centra-se na história de Anna, que nunca teve direito à sua opinião ou à sua vida, e qu
FIMFA 2025 faz-se de bailados de vegetais, robots aspiradores e clássicos por um fio

FIMFA 2025 faz-se de bailados de vegetais, robots aspiradores e clássicos por um fio

O FIFMA faz 25 anos e, para celebrar, traz-nos mais de 20 espectáculos de marionetas que vão ser apresentados ao longo de 25 dias. São dez os espaços que irão acolher a mais recente edição do festival, que acontece entre 8 de Maio e 1 de Junho. No total são 24 projectos para ser vistos nas cerca de 100 apresentações que nos chegam de companhias de 13 países: Bélgica, Canadá, Chéquia, Espanha, EUA, Finlândia, França, Itália, México, Noruega, Reino Unido, Suíça e Portugal. Desde marionetas microscópicas e robots aspiradores a facas voadoras e clássicos de Stravinsky e Tchaikovsky, o programa está recheado de propostas que procuram ser irreverentes e singulares, ao mesmo tempo que procuram pôr-nos a fazer questões.  John NguyenA Sagração da Primavera O Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas, produzido pela companhia A Tarumba e dirigido por Luís Vieira e Rute Ribeiro, arranca no teatro São Luiz. Uma Casa de Bonecas, que se estreia entre 8 e 10 de Maio, chega-nos pelas mãos da encenadora Yngvild Aspeli e pela sua companhia franco-norueguesa Plexus Polaire. Inspirado na obra de Henrik Ibsen, o espectáculo é protagonizado por actores e marionetas, criaturas e elementos, visuais e sonoros, que lembram um universo fantástico. De França, o Théâtre Gudule apresenta La Frittata, criado por Marta Pelamatti, nos dias 8 e 9. E entre 9 e 11, a Compagnie Bakélite dá a conhecer L’Amour du Risque, encenado por Olivier Rannou. Nesta peça, vamos encontrar um homem num restauran
Em Maio, o Palácio Baldaya acolhe literatura, música e gastronomia africana

Em Maio, o Palácio Baldaya acolhe literatura, música e gastronomia africana

Em Maio, a livraria Lulendo dedica dois dias à literatura e cultura africana. Nos dias 16 e 17, além de apresentações de livros, que vão contar com autores como Mia Couto e José Eduardo Agualusa, estão marcadas conversas, concertos e exposições.  O programa da Lulendo, que vende livros de origem africana online, vai ocupar o Palácio Baldaya, em Benfica, a partir de sexta-feira, 16 de Maio. Neste dia, às 18.30, Mia Couto apresenta uma das suas mais recentes obras, A Cegueira do Rio, publicada em Outubro de 2024. A seguir, às 19.00, o escritor e Arcina Dauto, autora de Para Além de um Sonho, participam numa conversa sobre o género do romance e a identidade africana. Antes, às 16.00, a escritora e cantora Cutana de Carvalho dá a conhecer o seu livro Sendo Eu e, às 17.00, senta-se para falar sobre o empoderamento feminino e a moda africana, com Goretti Pina, Sona Fati, Jandira Luísa, Flor Porto e Paula Cardoso. No sábado, 17, as propostas estendem-se ao desporto, à música e à gastronomia. Logo pela manhã, entre as 09.00 e as 10.00, há uma sessão de yoga e meditação, e a partir das 11.00, uma apresentação de capoeira, com Yuri Kalú. Entre as 12.00 e as 13.00, vai poder provar pratos da gastronomia africana, típica dos PALOP. Às 15.00, a música invade o jardim do Baldaya. Primeiro, sobem ao palco Gari Sinedima, Lola Neves Mavo, Pry Antunes e Ritchi Almeida, e depois é a vez de Ricardo Campos, Dilson de Groove, Jery Bidan e Edvanio Vunge. Depois do concerto, apresenta-se um grupo de
O Passeio da Fama vai crescer. Vão ser inscritos os nomes de mais 30 artistas

O Passeio da Fama vai crescer. Vão ser inscritos os nomes de mais 30 artistas

Não é só em Hollywood que podemos visitar o Passeio da Fama. Por cá, também temos um, que fica na Praça da Alegria. Mas este dedica-se exclusivamente aos artistas do teatro e, por isso, para celebrar o Dia Mundial do Teatro, vão lá ser incluídos 30 novos nomes de personalidades ligadas à área.  "Todos os anos, reforçamos este tributo àqueles que, nos palcos, dão vida a sonhos e às histórias que nos emocionam. É uma homenagem da freguesia ao teatro e ao seu património humano, para que nunca nos esqueçamos da sua riqueza e o impacto nas nossas vidas", afirma Vasco Morgado, presidente da Junta de Freguesia de Santo António, citado em comunicado. E é na próxima quinta-feira, 27 de Março, que a quinta edição da iniciativa Um Brinde ao Teatro imortaliza mais três dezenas de artistas na praça junto à Avenida da Liberdade. Na calçada, onde já se encontravam 112 nomes, juntam-se agora mais 30: Adriano Luz, Estrela Novais, Mário Viegas, Mariana Rey Monteiro, Mário Raínho, Joana Seixas, António Calvário, Laura Soveral, Manuel Cavaco, Margarida Marinho, Pinto de Campos, Maria Tavares, Fernando Gomes, Natália Luiza, José Viana, Carla Vasconcelos, Ary dos Santos, Anabela Moreira, André Gago, Lúcia Moniz, Pepê Rapazote, Inês Castel-Branco, Luís Aleluia, Luísa Cruz, Luís Mascarenhas, São José Correia, Vítor Mendes, Sissi Martins, Ribeirinho e João Villaret. 🏖️ Já comprou a Time Out Lisboa, com 20 viagens para fazer em 2025? 🏃 O último é um ovo podre: cruze a meta no Facebook, Instagram e 
A Costa da Caparica não é só praia e surf. É também um festival de teatro a pensar na liberdade

A Costa da Caparica não é só praia e surf. É também um festival de teatro a pensar na liberdade

Um novo festival de teatro está a chegar à Margem Sul. O SUL – Festival Internacional de Artes Performativas, organizado pela companhia Hotel Europa, vai acontecer entre as freguesias da Trafaria e da Costa da Caparica, pela primeira vez, entre 2 e 6 de Abril. Além de criações de teatro e dança que partem de propostas documentais, há concertos e workshops. Foram várias as razões que levaram André Amálio e Tereza Havlíčková a seguir em frente com a ideia de criar este festival internacional em torno do teatro documental. Além de ser uma forma de celebrar os dez anos da companhia, também se tornou uma maneira de desenvolver a vertente de programação dentro do trabalho da Hotel Europa, explica, ao telefone com a Time Out, André Amálio. Para apresentar o festival, escolheram fazê-lo em vários locais das zonas da Trafaria e da Costa da Caparica, para onde a companhia se mudou quando saiu de Lisboa há dois anos, e que o co-director artístico sentia ser “um espaço vazio em termos artísticos e culturais”. Assim, o SUL, que pretende acontecer uma vez por ano, vem para “dar uma outra dimensão à zona”, que não se resume apenas “à praia e ao surf”, acredita Amálio.  A primeira edição do festival tem como pano de fundo os 50 anos do 25 de Abril, celebrados em 2024, debruçando-se sobre a liberdade e temáticas como o colonialismo, o totalitarismo, a democracia e a memória colectiva. Entre os espectáculos que fazem parte do programa destaca-se Antiwords, da companhia checa Spitfire Company.
Durante quatro dias, o Conservatório Nacional vai ter aulas abertas, concertos e uma feira

Durante quatro dias, o Conservatório Nacional vai ter aulas abertas, concertos e uma feira

A partir desta quinta-feira, a Escola Artística de Música do Conservatório Nacional abre portas a workshops, uma feira de música, aulas abertas e muito mais. No último dia, o concerto de encerramento acontece na Escola Superior de Música de Lisboa. A programação estende-se até domingo, 23. No primeiro dia, esta quinta-feira, 20 de Março, destaca-se o workshop de gravação musical, às 10.30, e uma palestra e concerto de harpa, de alunos do Conservatório Nacional. A partir das 16.00, há um recital de canto e, às 16.30, um concerto de jazz. Entre as 14.00 e as 19.00, a feira de música está pensada para quem quiser comprar, vender ou trocar livros, partituras, discos ou instrumentos.  Na sexta-feira, 21, às 11.30, há mais música ao vivo, neste caso inspirada no período barroco. Da parte da tarde, quem estiver interessado em seguir um curso de música, pode assistir às apresentações de algumas universidades portuguesas. Às 14.00, a Universidade Lusíada dá a conhecer a licenciatura em jazz e música moderna e, às 15.00, segue-se a Nova, com a licenciatura em ciências musicais. Às 16.00, é a vez da Academia Nacional Superior de Orquestra. Sábado é dia de aulas abertas, em que vai poder conhecer e experimentar os vários instrumentos musicais. Decorrem entre as 10.00 e as 13.00 e as 14.00 e as 17.00. Neste dia, há ainda apresentações musicais nos pólos da Escola Artística de Música do Conservatório Nacional da Amadora, de Loures e do Seixal, às 10.30, às 12.00 e às 14.00, respectivamente
Entre Abril e Maio, a dança percorre Almada em várias línguas, formas e feitios

Entre Abril e Maio, a dança percorre Almada em várias línguas, formas e feitios

Entre 17 de Abril e 11 de Maio, a Transborda está de regresso a Almada. A Mostra Internacional de Artes Performativas de Almada desdobra-se pelo Teatro Municipal Joaquim Benite, pelo Fórum Municipal Romeu Correia, pelo Largo do Farol de Cacilhas e pela Casa da Dança com propostas de artistas portugueses, franceses ou brasileiros.  O programa arranca então no dia 17, no Fórum Municipal Romeu Correia, com Uivo, de Maria João Costa Espinho. A artista pretende levar para palco a experiência do ser humano e da sua relação com os outros e o mundo, em que a partir do corpo dos intérpretes, Mariana Tengner Barros e Jonny Kadaver, são trazidos à tona conceitos como a liberdade e a resistência. A 26 de Abril, é no Largo do Farol, em Cacilhas, que se apresenta Danser la Ville, da autoria do marroquino Taoufiq Izeddiou. Nesta criação, pensada para o espaço público, participam 30 bailarinos e performers, escolhidos através de uma lab-performance que decorre entre 21 e 25 de Abril, entre as 18.00 e as 22.00, na Casa da Dança, e que é aberta a todos os interessados em artes performativas. A inscrição é gratuita e, para participar, é apenas exigido o preenchimento de um formulário e disponibilidade durante o período de residência e da apresentação pública. Alicja HoppelÆffective Choreography O Teatro Municipal Joaquim Benite acolhe as restantes propostas. Nos dias 26 e 27, o português André Uerba, que reside em Berlim desde 2013, dá-nos a conhecer Æffective Choreography, peça co-criada por